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Comitê tentará orientar relação entre Brasil e China com foco nos Estados

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Reinaldo Fernandes

A Frente Parlamentar Mista do Comércio Internacional e Investimentos (FrenCOMEX) do Congresso Nacional criou um comitê para debater a situação do país no pós-pandemia. A relação comercial com a China será o foco das discussões. 

O país chinês passou para o centro das atenções com os primeiros casos da covid-19 e entrou em uma crise com os Estados Unidos, que o acusam de ter manipulado em laboratório o Sars-Cov 2. 

No caso brasileiro, e especificamente mato-grossense, a China é o principal destino de commodities agropecuários, como a carne bovina, a soja e o milho. Conforme o deputado federal, Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), o comitê terá a função de múltiplas tarefas, indo da crise sanitária a questões diplomáticas. 

“O grupo foi criado para auxiliar o Brasil no enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus e minimizar os reflexos sociais, econômicos, políticos, institucionais e diplomáticos, durante e após a pandemia, em prol da recuperação e desenvolvimento do Brasil”, disse. 

Emanuelzinho será o representante de Mato Grosso a compor o grupo. O comitê, que ainda não iniciou suas atividades, deverá ter relação direta com Itamaraty. A intenção é “uniformizar” a atuação brasileira no cenário delicado do pós-pandemia nos níveis estaduais e municipais e federal. 

A divergência do governo de Jair Bolsonaro com o governo chinês, apesar de efeitos menos graves, segue a esteira dos Estados Unidos. O comitê teria o papel de catalisar a demanda das esferas mais baixas para chegar ao Itamaraty e, de lá, entrar na pauta de atuação diplomática. 

“A questão econômica vai se delongar ainda por mais alguns anos [após a pandemia] e esses são um dos motivos de criação do comitê: buscar junto ao Itamaraty e junto ao Ministério da Economia reduzir os impactos desta crise”, disse o parlamentar. 

Segundo ele, serão buscados “caminhos alternativos aos tradicionais” para superar a crise sanitária e a estagnação econômica do Brasil. Sem fazer referência ao governo Bolsonaro, o deputado disse que o número de mortes a cada 24 horas, ainda muito próximo de mil, é uma questão de urgência. 

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