Comércio eletrônico se consolida e vira socorro de empresas na pandemia

Redes sociais passaram a ser usadas de propaganda ao acompanhamento de pós-venda, com alguns serviços personalizados

(Foto: Assessoria)

Um ano após o início da pandemia e a paralisação inesperada das atividades econômicas, o comércio eletrônico passou de coadjuvante para protagonista e tem segurado muitos empresários distantes da falência.  

Os sites passaram a ser o carro-chefe de vários segmentos, mas, principalmente, daqueles mais afetados pelas medidas de restritivas, como as lojas em shopping centers. Ainda hoje, esses empresários lidam com um novo formato de trabalho, fora do horário tradicional de 12 horas de atendimento físico. 

“Desde o ano passado, o movimento que tem acontecido é o de pensar em novos modelos de negócios e fidelizações de clientes. As mídias sociais continuam sendo um grande destaque”, explica a presidente da Associação dos Lojistas do Shopping 3 Américas, Acilene Clini. 

LEIA TAMBÉM

 A mudança de estratégia teve que ser rápida e, em muitas ocasiões, foi necessário mergulhar um nicho pouco conhecido.

A empresária Camila Carvalho, no mercado de roupa feminina desde a década 1990, época em que o comércio virtual sequer engatinhava, diz que Instagram e WhatsApp tornaram-se seus principais canais de propaganda de um dia para outro. 

“Focamos em estratégias de marketing pelo Instagram, em uma fidelização ainda maior com nossas clientes pelo WhatsApp e, claro, com novas formas de pagamento, como PIX e transferência bancária, além dos já tradicionais cartões de crédito, débito e dinheiro”, disse.  

(Foto: Assessoria)

Foi a alternativa encontrada, segundo ela, para girar o estoque de coleções preparadas para entrar na vitrine no momento em que vieram os decretos de isolamento social e, consequentemente, fechamento quase total dos estabelecimentos.  

As redes sociais também foi socorro para empresário de calçados, Maria Luiza Volpato. O WhatsApp passou de canal praticamente acidental de negócios para o foco da estratégia.  

“Nós já tínhamos os canais digitais da loja, mas eles não eram tão utilizados. A partir da pandemia, começamos a notar a necessidade de usar esses canais digitais”, afirma.  

Os app estão agora em toda a linha de venda, incluindo o marketing de fidelização de clientes. “Fora isso, temos uma agenda diária de aniversariantes, de pós-venda e de clientes inativos. Trabalhamos muito todas elas e tem dado muito resultado”, disse. 

Impulsão 

O avanço do comércio eletrônico no mundo foi percebido poucos meses após o agravamento da pandemia. No Brasil, o nicho cresceu, em cinco meses de 2020, mais do que cresceu em 20 anos. 

Segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, em parceria com a Elo, o faturamento com as vendas online subiu 47% no primeiro semestre do ano passado, totalizando R$ 38,8 bilhões. Foram feitos 90,8 milhões de pedidos entre janeiro e junho de 2020. Fechou o ano com alta de 68% e faturamento de R$ 126,3 bilhões. 

Para 2021, a previsão é que esse mercado cresça mais 18%. A plataforma F360º, de gestão financeira para franquias, pequenos e médios varejistas, aponta que sua base de clientes cresceu 50% no ano passado, para 6 mil empresas, e a receita avançou 71,4%, para R$ 12 milhões. 

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorSTJ autoriza mulher arrependida a retomar nome de solteira
Próximo artigoSemana do Consumidor começa hoje em todo o país