Com taxação, custo da safra de milho aumenta 7,15% em MT

Com a inserção do novo Fethab, a soja e o algodão também apresentaram aumento

Após a inclusão do novo Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que passou aplicar a alíquota de 6% da UPF, por tonelada de milho vendido para exportação e envio a outros estados, o custo de produção do milho mato-grossense está 7,15% mais alto em relação à safra anterior.

De acordo com o segundo relatório do custo de produção do milho de alta tecnologia, safra 19/20, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo operacional apresentou, em fevereiro, um incremento de 0,99% em relação ao mês anterior, ficando em R$ 2.653,23, por hectare.

Aumento que é justificado pela inserção no novo Fethab nas negociações do milho Estadual. Valor que até então, não era cobrado na comercialização do cereal, justifica o Imea.

Com o incremento de mais essa taxa nas despesas do cereal, o Instituto pontua que o produtor mato-grossense passa a ter maiores desafios para viabilizar sua próxima safra, haja visto que o aumento nos custos da produção do milho, pode inviabilizar a produção da cultura no Estado.

Afirmação que também é defendida pelo presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, que no último dia 12 – dia em que foi lançado o Circuito Tecnológico e da Rodada Técnica do Milho, disse aos jornalistas que os produtores do estado irão plantar essa safra porque os insumos necessários para o cultivo já foram comprados, mas que para safra futura, os produtores terão que fazer cálculos para ver se será viável continuar plantando.

Galvan lamentou que com o novo tributo, pode haver uma grande redução na área plantada, no Estado.

Soja também registra aumento

A atualização do valor gasto na produção da soja mato-grossense, ao que se refere ao custo variável (CV) – que são as despesas com máquinas, mão de obra, sementes, corretivos de solo, fungicidas, sofreu aumento de 0,24%, em fevereiro.

Com essa atualização o custo variável ficou em R$ 2.273,26, por hectare. Já o custo operacional apresentou aumento de 0,17%, ficando em R$ 3.451,49, por hectare.

De acordo com o boletim do Imea, o acréscimo no custo de produção se deu, principalmente do aumento do valor da semente transgênica e dos impostos, uma vez que as novas alíquotas do Fethab começaram a valer.

O instituto ainda pontua que houve baixa nos custos dos macronutrientes e herbicidas, contudo não foi o suficiente para evitar o aumento nas despesas com a produção. E ressalta que enquanto alguns produtores ainda focam no término de sua colheita, outros já finalizaram, e a atenção vai se voltando para a safra 19/20.

Produtores de algodão em alerta

O algodão mato-grossense foi a cultura que mais sofreu com a nova taxação. Contudo, apesar da inserção do novo Fethab, que passa para 75% da UPF, por tonelada exportada, além da incidência de ICMS sair de 3% para 4,8%, o aumento no custo variável (CV), foi de apenas 0,16%.

Segundo o Imea, o CV ficou em R$ 8.636,01, por hectare. Valor que só se manteve relativamente baixo por conta do enfraquecimento apresentado pela moeda norte-americana, que influenciou na redução de 0,42% nos gastos com insumos, sobretudo macronutrientes, fungicidas e herbicidas.

Apesar das boas notícias, o Imea alerta que o produtor mato-grossense precisa negociar a sua pluma de algodão a uma média de R$ 76,63, por arroba, para que consiga cobrir o seu custo variável. Por isso, é necessário que o cotonicultor fique atento as suas despesas, visto que a atualização nas tarifas do Fethab já está influenciando nos seus custos.

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