Com síndrome do pânico, “Dr. Bumbum” negocia se entregar à polícia

Defesa afirmou que o médico não foi responsável pela morte da bancária cuiabana

Foto: Montagem - Casa era usada como consultório por Doutor Bumbum

Considerado foragido da polícia, Denis César Furtado, o Doutor Bumbum, já negocia sua apresentação à polícia. Segundo Naiara Baldanza, advogada do médico e da mãe dele, a também médica Maria de Fátima Furtado, ele desenvolveu síndrome do pânico, mas pretende se entregar. Os termos da negociação com a polícia não foram divulgados.

Conforme divulgou o Metrópoles, em coletiva de imprensa na quarta-feira (18), em Brasília (DF), a defesa tornou a afirmar que Denis não é culpado pela morte de Lilian. Conforme contou, o médico afirma que a bancária deixou sua casa bem e tranquila e que as complicações surgiram depois do procedimento. Ele, então, apenas a teria acompanhado até o hospital. A advogada disse ainda que, segundo o médico, o hospital não deixou que ele acompanhasse o caso de Lilian.

[featured_paragraph]A advogada também ressaltou que Doutor Bumbum era querido por suas ex-pacientes, que se reuniram em um grupo para expressar apoio à ele neste momento. “Ele já fez mais de 5 mil intervenções. Existe um grupo de ex-pacientes dele no WhatsApp que o defende. Dizem, inclusive, que ele é muito querido”, comentou.[/featured_paragraph]

O médico e sua mãe são considerados foragidos após a Justiça do Rio de Janeiro expedir um mandado de prisão preventiva contra eles. A medida foi tomada em plantão judicial após a divulgação da morte da bancária. Eles chegaram a pedir liberdade, mas tiveram o habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça.

Segundo as apurações, Lilian deixou Cuiabá na sexta-feira (13) para realizar uma aplicação de polimetil-metacrilato (PMMA), a fim de aumentar o volume do bumbum. O procedimento foi realizado no sábado (14), na cobertura do médico, em um prédio na Barra da Tijuca (RJ). Horas depois, ela não passou bem e foi levada pelo médico a um hospital, já em estado grave. Na unidade médica, a bancária sofreu duas paradas cardíacas e morreu na madrugada de domingo (15), em decorrência de uma embolia pulmonar.

O caso é investigado pela 16º Delegacia de Polícia do RJ, que informou que, conforme o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Denis não tinha autorização para exercer a medicina no Estado. Ainda, a delegada do caso, Adriana Belém, informou que o procedimento não poderia ter sido realizado na casa do médico – que possui diversas passagens polícia, incluindo por homicídio.

Em Cuiabá, o filho mais velho da bancária, Victor Calixto, de 24 anos, disse à imprensa que a mãe teria sido enganada pelo médico, uma vez que o procedimento foi combinado para ser feito em Brasília, mas mudou de endereço em cima da hora. O rapaz disse ainda que a família não sabia do procedimento. Lilian foi enterrada em Cuiabá na manhã desta quarta-feira (18) sob muita emoção.

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