Com sete edições, Festival Braseiro é considerado referência nacional

Realizado em Rondonópolis festival serviu 5,3 toneladas de carne em 56 estações; 3,5 mil pessoas passaram pelo evento

O Festival Braseiro já é referência nacional em eventos do segmento, devido à dimensão alcançada em três anos, nas sete edições realizadas.

Em Rondonópolis, neste sábado (24), foram consumidas 5,3 toneladas de carne em 56 estações de alimentação por 3,5 mil pessoas. Outro fator considerável para o evento conquistar este patamar é a causa social, onde todo o lucro obtido será revertido para 13 instituições filantrópicas beneficentes.

A quantidade de voluntários que trabalham no Festival Braseiro também mostra a grandiosidade do evento. Na 7ª edição, realizada no Villa Toscana Residencial, em Rondonópolis, mais de 350 churrasqueiros voluntários participaram, além de 150 voluntários em diversas áreas, como na portaria, nos bares e no recolhimento de resíduos recicláveis.

O italiano Alessandro Spiga, 29 anos, que mora em Milão, está no Brasil há duas semanas a trabalho. Passou por Minas Gerais e está em Rondonópolis para visitar uma tia que mora na cidade. Ao saber do Festival Braseiro, decidiu participar do evento e se encantou pelo que viu.

“Minha tia falou que é o maior Festival de carne do Brasil. É um evento muito belo, gostei das estações, as carnes são maravilhosas, a organização muito bela. É importante participar de um evento que ajuda os mais carentes, a finalidade do Festival é muito bonita. Encontrei pessoas de São Paulo, outros estados do Brasil, vi que é um evento de grande dimensão nacional e transmite os valores de Mato Grosso”, afirmou o italiano, acompanhado da tia Ludovica Riva e uma amiga.

Muitas pessoas estiveram em Rondonópolis para participar do Festival Braseiro, vindos de inúmeros municípios de Mato Grosso e de outros estados. Além do italiano Alessandro Spiga, também participou do evento uma mulher que mora em Miami (EUA) e adiantou a passagem para ver a família em Mato Grosso e prestigiar o Festival.

Quem também comentou sobre a expressividade do Festival Braseiro em nível nacional foram os amigos de Brusque (SC), Jair Francisco Maestri e Valdinei Turacci. “Conheço algumas pessoas que já tinham vindo ao Festival Braseiro e queríamos conhecer. O evento está ótimo, fiquei surpreso com o número de pessoas que participam, que vem e colaboram com a causa social. Achei muito bom, lá em Blumenau tem o OktoberFest, em Brusque temos a nossa e foi ótimo conhecer o Braseiro”, afirmou Jair.

Já Valdinei comentou que a viagem foi feita somente para conhecer o Festival Braseiro. Em cinco pessoas entre parentes e amigos, todos já ouviram falar do evento e quiseram conhecer. “Queria conhecer Rondonópolis e aproveitamos o período do Festival Braseiro para vir, pois já tinha ouvido falar do evento lá em Brusque. Quando chegamos, não sabia que era beneficente, isso é muito bacana. É um evento muito grande, com muita gente, muitas estações”, disse.

De acordo com o presidente da Associação e idealizador do evento, Marco Tulio Duarte, o Festival Braseiro se tornou referência nacional em função da união de voluntários que se preocupam em ajudar quem mais precisa.

“O Festival Braseiro é preparado com muito amor e carinho, pois é o único com cunho beneficente. Pessoas do Brasil nos prestigiam para ajudar as entidades, e apreciam muita comida boa, e para todos os gostos: bovina, ovina, suína, peixes, aves. Nós somos meros instrumentos para o projeto acontecer, para ajudarmos as entidades, os voluntários são os responsáveis. A grande energia e combustível, para que esse projeto aconteça, depende de cada uma das pessoas que trabalham. Agradeço aos churrasqueiros, voluntários, aos que trabalharam no evento e aqueles que prestigiaram para ajudar quem mais precisa”, agradeceu Marco Tulio Duarte.

O argentino Francisco Parrillero, churrasqueiro da Estação Raquete, mora em Cuiabá há sete anos e confirma que o Festival Braseiro é referência nacional. “Sou argentino, já participei do Braseiro outras vezes. Vejo o Brasil crescendo nos festivais e consumo de carnes, buscando novos conhecimentos e sabores. O festival de carnes é legal porque as pessoas podem degustar um pouco de cada carne. O Festival Braseiro é sensacional, é o único evento filantrópico, e eu já participei de inúmeros festivais no Brasil e na Argentina, mas o Braseiro é destaque. Que eu saiba, é o único com o perfil social, que ajuda as pessoas que precisam através das entidades filantrópicas”, observou.

Já o sinopense Gustavo Zambiazi, churrasqueiro da Estação Costela Defumada, participou pela segunda vez do Festival Braseiro como assador. Percorreu 700 km em 12 horas de viagem com a família para chegar a Rondonópolis. “Viemos pela causa, é gostoso estar aqui. Participo e organizo eventos de carne pelo Brasil. Mas, com causa social, nenhum evento tem como esse, por isso a gente abraça a causa no Festival Braseiro. É um evento conhecido nacionalmente, já está no calendário de eventos de carne. O Festival Braseiro é referência, todos que realizam festivais de carne se espelham nesse evento”, garantiu.

O irmão de Gustavo, Eduardo Zambiazi também foi churrasqueiro na Estação Fraldinha América, e adiou o retorno para Alagoinhas (BA) para participar do Festival Braseiro. “Moro em Alagoinhas, são 3.700 km de distância. Estive em Sinop para visitar a família, o meu irmão falou sobre o Festival Braseiro e resolvi adiar a volta para vir ao evento. O Festival Braseiro tem nome, é referência, conhecido no Brasil inteiro. Não podia faltar nesse evento, que é grandioso, tem a questão social e é muito bem organizado”, pontuou.

Na 7ª edição do Festival Braseiro, fora sete horas de serviço ilimitado nas 56 estações de carnes e acompanhamentos, além de acesso ao bar (cerveja, refrigerante e água) e seis atrações musicais diferentes em dois palcos simultâneos.

O palco central teve três atrações, a dupla Denner e Douglas com o sertanejo universitário, a banda paulista, O Bardo e o Banjo, que tocou folk, bluegrass e capiria, além da Allane Carvalho de Sinop, que comandou o pop rock. O palco dois também teve três atrações, o Marquinhos com sertanejo e moda de viola. A banda Red River, nascida em Rondonópolis com os clássicos do rock e o Jabas que tocou MPB no festival.

Pela primeira vez no Festival Braseiro, a rondonopolitana Érica esteve no evento com sua família e amigos e ficou surpresa com o que viu. “É a minha primeira vez no evento que é muito falado em Rondonópolis, no Estado e no Brasil. Resolvi prestigiar o evento que tem causa social. A estrutura é excepcional, a comida, os voluntários trabalham com alegria. É uma satisfação, privilégio, ser de Rondonópolis e saber que esse evento surgiu aqui. Temos déficit no turismo do Estado e o Festival Braseiro soma na área do entretenimento”, avaliou.

As 13 instituições de Rondonópolis beneficiadas são: Lar Cristão, Santa Casa, Lar dos Idosos, Louis Braile, Rotary – Vila Operária, Casa do Adolescente, Associação Boa Semente, Associação Laura Vicunha, Unidade Municipal Jonas Cavalvanti (UMEI), Associação Rondonopolitana de Deficientes Visuais (ARDV), Associação de Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (APOR), Paróquia São Domingos Savio – Restauração Recanto Fraterno, Associação Rondonopolitana de Pessoas com Transtorno Autista (ARPTA).

(Com assessoria)

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