Com produtora experimental, alunos da UFMT se preparam para o mercado de trabalho

Vídeos produzidos por eles poderão ser conferidos nesta quinta-feira na Maual. A entrada é gratuita!

Alunos da UFMT formam equipe da produtora experimental Pequi com Câmera (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre

Sair da faculdade e enfrentar o voraz mercado de trabalho sem ter prática pode ser angustiante. Especialmente porque boa parte das vagas exige experiência.

E quando não há oportunidade de estagiar quando ainda se é estudante, o profissional tem um obstáculo a mais para transpor.

Mas para os alunos do projeto de extensão “Pequi com Câmera”, do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) o impacto deve ser menor.

É que eles compõem a equipe da produtora experimental, coordenada pelos professores Leonardo Esteves e Moacir Francisco.

O projeto que já dura dois anos entrou em uma fase efervescente de produções. Algumas delas serão exibidas nesta sexta-feira (29), dentro da Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina, realizada no Centro Cultural da UFMT. Eles foram desenvolvidos pelos próprios alunos.

Dois episódios do cinejornal “Pequi Atualidades”, “Os belos da Belo Belo”, “Alunos falam: Ancine” e “Mulheres fazem cinema” serão exibidos para o público da Maual em bloco de exibições que começa às 19h15. A entrada para a Maual é gratuita.

Eles estreiam em um momento especial da mostra que começou na segunda-feira (25), afinal, essa é a noite de premiação.

E assim, eles têm o pacote completo: das reuniões de briefing à produção, eles vivenciam a emoção de exibir produções autorais em uma mostra de relevância.

É a primeira empreitada pelo circuito de exibição da turma formada, não só por alunos do curso de cinema, como também de outras faculdades.

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Produtora experimental

Os professores Leonardo Esteves e Moacir Francisco ressaltam que a produtora tem como principal atributo, impulsionar a prática dos conceitos teóricos da sala de aula.

Os alunos passam, assim, a exercitar o trabalho em equipe e a compreenderem o valor da responsabilidade de elaborar e entregar um produto sob encomenda, com direito à famosas pressões dos prazos e, claro, da disponibilidade para realizar ajustes.

A reportagem esteve presente a uma das aulas realizadas às quintas-feiras das 11h30 às 13h30, na sala 16 do Instituto de Linguagens. A impressão é que estávamos em uma reunião de uma produtora bastante ativa.

Um aluno falava sobre a realidade da TV Universidade, onde está estagiando e, na sequência, o professor Leonardo Esteves lançou aos presentes uma surpresa. Eles poderiam conseguir um novo equipamento em troca de uma demanda de vídeos de um corretor de imóveis que procurou os serviços da equipe.

A proposta, de pronto, assustou os jovens estudantes.

“Será que estamos preparados para atender um cliente como este?”.

Eles falavam sobre o desafio de sair dos vídeos de cunho artístico e informativo e até de campanhas institucionais, para se enveredar por uma área mais comercial.

No fim, foi consenso que valeria a pena pensar sobre o assunto, afinal, seria a oportunidade de conseguir um microfone. O trabalho seria permutado.

Encerrado o assunto, outro aluno recém-chegado falava da vontade de aplicar os conceitos aprendidos na sala de aula para documentar a rotina da Casa do Estudante, onde está instalado.

Projetos florescem a todo momento. E até mesmo, núcleos, como o feminino que ganhou o apelido de Pequizetes.

Um pequeno grupo falava aos presentes sobre a nova experiência. Elas conheceram uma pioneira do teatro e cinema mato-grossense, Glória Albues.

Ao repassar as impressões sobre a entrevista e sobre os filmes que viram para analisar as características de suas obras, elas estavam exultantes com a oportunidade que tiveram: reconhecer o potencial que têm ao observar a força de uma realizadora de grande relevância para a cena mato-grossense.

Caso da estudante Luisa Gratão. “Sou de Brasília e estou cursando o 3º semestre de Cinema. Talvez eu nunca tivesse conhecido a obra dela não fosse por essa provocação do projeto”.

Como o cenário do audiovisual tem uma presença muito forte dos homens, um grupo de mulheres experimentando o cinema é bastante afirmativo.

“Somos orientadas, mas no final somos nós mesmas que decidimos como vai ser. É um grande incentivo”.

De outro lado, o projeto também estende seu raio de atuação para além da faculdade de cinema. Dentre os integrantes da produtora há alunos de outros cursos, caso de Vinicius Mazeti que recentemente se formou em Engenharia de Transporte, mas nem pensa em deixar o projeto.

“Vou tentar conciliar as duas coisas: uma carreira na engenharia, mas vou investir na produção audiovisual”, diz o recém-formado que acaba de finalizar um curta experimental.

E assim como Luisa, o jovem que veio de Santo André (SP), almejam que suas produções possam, um dia, somar à história do cinema mato-grossense.

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