Com novidades e tendências, mercado de skate movimenta comércio em Cuiabá

No Shopping Popular o consumidor encontra diversos modelos de skate, dos tradicionais aos elétricos

Das pistas oficiais para as ruas, o skate – que nasceu nas ruas – ganhou o coração de seguidores, adeptos e admiradores tanto no Brasil quanto no mundo. Segundo a última pesquisa do Datafolha, realizada em 2015, existem cerca de 8,5 milhões de praticantes no país, o que faz do Brasil a segunda maior indústria internacional de itens relacionados ao esporte – de acessórios, vestuários até o próprio skate. Isto, com faturamento estimado em R$ 940 milhões por ano.

Em Cuiabá, não é diferente. A prática esportiva, celebrada nesta semana com o “Dia Internacional do Skate” (21 de junho), movimenta o mercado mato-grossense. Conforme explica o comerciante Wellington Carlos de Oliveira, que atua há 24 anos no Shopping Popular, as vendas orbitam ao redor de um estilo de vida – que tem início, até mesmo, na infância do consumidor.

Wellington diz que a procura pelo skate começa na infância e acaba virando um estilo de vida

“Muitas vezes, as crianças chegam interessadas no skate. Em outras, os pais que procuram por ele. Mas, não é regra. Adolescentes e adultos também se interessam pelo item. Tem vários tipos de skate – de tamanhos variados e com estruturas que vão desde eixo de plástico até de ferro. Também não há distinção: meninos e meninas compram o item. As crianças ainda contam com temas decorativos como Os Vingadores, Homem-Aranha e Frozen”, pondera.

De acordo com Wellington, tão importante quanto ter um bom skate é primordial contar com acessórios que aumentem a segurança. “Muitas famílias já optam por comprar o skate com o kit completo – com capacete e joelheira. Algo que sai em torno de R$ 80. Esses itens de proteção também podem ser adquiridos separadamente”, comenta. Vale ressaltar que, a partir de 2020, o skate se consagra como esporte olímpico – nas modalidades street e park – na edição de Tóquio, no Japão.

O comerciante Henrique Salles mostra o “hoverboard”, objeto de desejo entre crianças e adolescentes

HOVERBOARD – O comerciante Henrique Salles complementa que Mato Grosso está atualizado com as tendências do esporte. Sucesso de vendas e querido internacionalmente, o hoverboard – também conhecido como “skate elétrico” – tornou-se item de desejo de crianças e adultos no país. Com custo mais elevado que o skate tradicional, o item tem um preço que varia de R$ 800 até R$ 1.300.

“Um sensor é acionado para que ele se mova ao pisar nele, o que exige equilíbrio. Ele é recomendado para crianças a partir de 20 kg. Adultos com até 100 kg também podem andar nele. A questão é que muita gente não brincou quando era criança e hoje quer brincar depois de grande. Todo dia tem procura. Ainda há variações como o hoverkart, em que você encaixa uma estrutura no hoverboard com banco e ele vira quase um rolimã”, ressalta.

Henrique, que trabalha com a venda e conserto do item no Shopping Popular, relembra que se especializou no segmento por conta de uma demanda de mercado. “Antes as pessoas compravam o hoverboard, mas se ele quebrasse tinham que enviá-lo para consertar em São Paulo. Tanto que fui para lá e fiz um curso de assistência técnica com os revendedores. Já mexia com eletrônica antes e passei a investir na área. Hoje, muitas pessoas do interior trazem o hoverboard para conserto aqui”.

Para quem acabou de comprar ou já tem o item, Henrique aconselha. “Evite descer escadarias com o hoverboard, porque ele é um aparelho eletrônico e pode quebrar. Crianças costumam fazer isso. Assim como, evite passar por poça d’água. O aparelho possui placa eletrônica e não pode molhar – caso contrário, ele estraga. De toda forma, o conserto custa em torno de R$ 50-60, se não for resultado de batida ou água. E é feito na hora, leva uns 30 minutos”, reforça.

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