Com duas cadeiras em jogo, nomes para o Senado se multiplicam em MT; confira

Pelo menos nove políticos são ventilados para a disputa daqui a seis meses

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Duas cadeiras de cada Estado serão renovadas no Senado nas eleições deste ano e, a seis meses do pleito, o número de pré-candidatos em Mato Grosso se multiplica. Os candidatos de fato só serão definidos nas convenções, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto.

A desistência de Blairo Maggi (PP) em concorrer à reeleição estimulou muitos a entrarem no páreo. Apesar de ser considerado por muitos como dono de uma reeleição certa, ele preferiu continuar no cargo de ministro da Agricultura e Pecuária, e não deixou a pasta a tempo de estar elegível.

Primeiros na largada

Um dos postulantes que há mais tempo vem trabalhando a possível candidatura é Nilson Leitão (PSDB). Nas eleições de 2014, quando se elegeu como deputado federal mais votado de Mato Grosso, ele chegou a ser convidado para disputar o Senado, para substituir Jayme Campos (DEM), que havia abandonado o páreo. O tucano, porém, preferiu investir na reeleição para a Câmara. Desde então, vem trabalhando no projeto de chegar ao Senado, e tenta viabilizar a candidatura.

O maior obstáculo para a candidatura de Leitão, atualmente, é o próprio governador Pedro Taques (PSDB), que pretende disputar a reeleição. Apesar das declarações oficiais de que os tucanos trabalham com tranquilidade os dois nomes, nos bastidores há preocupação que reservar duas vagas da chapa majoritária para o mesmo partido possa atrapalhar na formação de aliança.

Outro que tem o nome colocado desde as eleições passadas é o titular de uma das cadeiras que estará em jogo neste ano: José Medeiros (PODE), herdeiro da vaga de Taques, que renunciou para tomar posse como governador. Primeiro suplente eleito em 2010, Medeiros já anunciou a intenção de se manter no Senado e, para isso, articula uma aliança de direita com o PSL do presidenciável Jair Bolsonaro.

Mulheres na disputa

Se a frente de direita se concretizar, Medeiros pode ter como companheira de chapa a ex-juíza Selma Rosane Arruda (PSL), que se lançou pré-candidata a senadora na semana passada, com o mote de continuar o combate à corrupção e mudar a Constituição Federal. A ex-magistrada ficou conhecida em Mato Grosso por autorizar operações contra corrupção e determinar a prisão de políticos como o ex-governador Silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva.

No campo da esquerda, a professora Maria Lúcia Cavalli Neder (PC do B), ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) por dois mandatos, foi lançada como pré-candidata pelo partido, que pleiteia para ela uma vaga de senadora no grupo de oposição a Taques. Os comunistas apostam na construção política feita por Maria Lúcia na UFMT para emplacar a candidatura.

Herdeiros de Maggi

No mesmo dia que Maggi anunciou sua retirada da corrida eleitoral, seu aliado e amigo Adilton Sachetti (PRB) admitiu o desejo de concorrer. Atualmente deputado federal, ele ainda avalia o cenário para viabilizar o projeto. Se concretizar a candidatura, deve ter Maggi no palanque – e possivelmente será o único candidato a ter o apoio declarado do ministro.

O ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que renunciou ao cargo na semana passada, foi outro que se lançou como pré-candidato a senador depois da desistência de Maggi. Desde então, se afastou de Pedro Taques, chegou a ser aclamado como pré-candidato a governador em uma reunião do PSD, e depois reafirmou sua decisão de disputar o Senado, conseguindo carta-branca do partido para negociar aliança com oposição e situação.

Na sequência, Fávaro entrou em uma briga interna com quatro dos deputados estaduais do partido, que defendem o apoio à possível reeleição de Taques, mas querem continuar filiados ao PSD. Desse modo, ele entra no período pré-eleitoral como presidente de uma sigla rachada, com a missão de montar uma aliança que sustente seu projeto majoritário.

Incertos

O ex-senador e ex-governador Jayme Campos (DEM) é outro que é ventilado como possível candidato. Ele não se lançou como pré-candidato, mas não perde a oportunidade de valorizar o próprio passe em cada entrevista, lembrando a boa pontuação nas pesquisas de intenção de voto. Jayme tem repetido que está preparado para disputar o governo ou o Senado, atendendo a pedidos da militância do DEM.

O recém-filiado Mauro Mendes é outro nome do DEM para a disputa. Embora tenha deixado clara sua preferência pelo Poder Executivo, o ex-prefeito de Cuiabá ainda é ventilado como opção para senador.

O procurador Mauro de Lara (PSOL), que disputou todas as eleições desde 2006, ainda não anunciou qual cargo pretende para este ano. Ele já foi candidato a senador em 2010, quando ficou em penúltimo lugar, e aparece nas pesquisas espontâneas como um dos nomes lembrados.

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