Com críticas ao governo e à atual diretoria, Kennedy Sales lança candidatura à presidência da FIEMT

Marcos Negrini | Assessoria ZF Press

Kennedy Sales

Com críticas ao governo e à atual diretoria, Kennedy Sales lança candidatura à presidência da FIEMT

O empresário Domingos Kennedy Garcia Sales lançou, nesta quinta-feira (1º), sua pré-candidatura a presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), em ato no hotel Gran Odara, em Cuiabá. Candidato de oposição à atual gestão, Kennedy fez críticas à relação entre a Fiemt, presidida por Jandir Milan, e o governo estadual. Ele disse que a gestão é subserviente ao governo e a outras federações.

“A atual gestão não atende mais nossas necessidades. É dependente e com parcialidade”, declarou. “Estou com sangue nos olhos. Quero trabalhar muito pela indústria. Não vamos ser subservientes, mas vamos manter diálogo aberto”, disse.

Kennedy criticou também o Governo do Estado e sua proposta de criar um Fundo de Estabilização Fiscal, com contribuições da indústria. Criticou ainda a alta carga tributária do combustível e da energia. “A indústria foi o setor que mais sofreu com a crise brasileira e está em processo de recuperação. Se aumentar a carga tributária, corre o risco de as indústrias fecharem no vermelho”, afirmou.

Incentivos

O pré-candidato defendeu, ainda, manutenção dos incentivos fiscais. “É melhor para o governo ganhar 5% de alguma coisa do que 17% de nada”, afirmou. Ele disse que Mato Grosso, pela distância dos grandes mercados consumidores e pelo alto custo do frete, precisa incentivar sua indústria. “Nós precisamos fazer conta, ou as empresas não vão se instalar aqui e gerar empregos. Se existe incentivo fiscal com rolo, que prenda o vagabundo que fez isso. Mas não podemos sacrificar todo o segmento”, afirmou.

Ele cobrou que o governo faça “a lição de casa”, enxugando a máquina e trabalhando estrategicamente. “Mas é complicado para o governo fazer isso, porque depende da Assembleia Legislativa, Ministério Público”, observou. “O governador Pedro Taques (PSDB) tem trabalhado, pegou uma crise, tem sofrido, errou com gestores também, mas tem boa vontade. Não é fácil. Uma crise numa empresa demora quatro ou cinco anos para se recuperar”, avaliou.

Ele afirmou, ainda, que suas críticas são pontuais. “Dentro da Federação existem algumas falhas. As entidades têm que atender as demandas dos seus associados. O papel da entidade, muitas vezes, é ir para o embate. Qual é o projeto da Fiem para trazer mais indústrias para o Estado?”, disse.

O empresário disse que as denúncias e delações envolvendo sindicatos e indústrias do Estado não afetam a imagem do setor. “Macula um pouco o nome de algumas empresas, mas não respondemos por elas. E também não sabemos se as delações são verdadeiras, pois nada foi provado”, disse.

Concorrência na Fiemt

Tradicionalmente, a Fiemt lança uma chapa única para dirigir a entidade. Foi assim nas duas eleições de Jandir Milan. Ao se lançar como nome da oposição, Kennedy disse que acredita ter o apoio de mais de 50% dos 38 presidentes de sindicatos patronais que compõem a Fiemt, e descartou apoiar outro candidato da situação. “Se eu for cabeça-de-chapa, eu sou [candidato da situação]”, disse. O mais cotado entre os aliados de Milan é o ex-secretário de Fazenda Gustavo de Oliveira. 

Kennedy criticou a continuidade e pregou alternância de poder. “São oito anos dessa gestão. Tem que ver se o empresário quer a mesmice ou mudança. Toda a durabilidade tem consequências – olha como foi com o PT no Brasil”, disse.

Atualmente, ele faz parte da diretoria da entidade, mas disse que não participa da gestão. “Lá é meio dúzia que decide tudo”, afirmou. Kennedy disse ainda que não teve chance de se apresentar como candidato da situação. “[Não houve] nenhuma possibilidade de negociar, porque eu sou uma pessoa muito imparcial e eles não aceitam esse tipo de gestão lá”, criticou.

A eleição da Fiemt será em novembro deste ano, logo depois das eleições gerais para presidente, governador, senadores e deputados. Em 2014, Milan, que era candidato à reeleição, adiantou as eleições da entidade sob o argumento de que não queria que um pleito contaminasse o outro.

“Acho que ele não vai fazer isso de novo, porque os empresários não gostaram dessa atitude, não deu tempo de formar outra chapa”, disse Kennedy. O empresário descartou qualquer relação entre os dois processos eleitorais. “Não interfere. Muitos empresários nem gostam de política”, disse.

Dono da Maxpet, Maxmogno, Globomax e Preformax, o pré-candidato atua no setor de plásticos, reflorestamento, importação e exportação. Ele já foi presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá.

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