Com aulas de defesa pessoal, academia atrai mulheres à prática do jiu-jitsu

Modalidade vem ganhando adeptos, especialmente mulheres e pessoas mais velhas

(Foto: reprodução Facebook)

“Numa luta corporal entre o Mike Tyson e uma menina de 12 anos, por mais absurdo que pareça, há uma chance. Não que ela vá dominá-lo facilmente, mas quando dois estão caídos no chão – se um tem muita técnica e outro não tem nenhuma – as forças se equalizam”.

A técnica a que o publicitário e atleta Nilson Pilares se refere não é a mesma do ex-lutador de boxe norte-americano conhecido por “Iron Man”. Trata-se do jiu-jitsu, arte marcial japonesa que o professor usa para ensinar defesa pessoal na Arks Jiu Jitsu.

Na academia, são pelo menos 70 alunos inscritos no curso que revela a diversidade de perfis aptos para esse tipo luta. É que o jiu-jitsu busca o domínio do adversário – que fora dos tatames pode ser um agressor – em qualquer que seja o gênero, peso e idade do (a) atleta – ou vítima.

No Brasil, a prática também é conhecida por “método da alavanca”, pura física aplicada com o corpo.

“O jiu-jitsu trabalha com a ideia de criar espaço, sem disputar força. É como um macaco mecânico de 5 quilos que levanta um carro de 5 toneladas. O macaco pega no lugar certo, trabalha a alavanca e levanta o carro. Outro exemplo: por que um tripé bem fininho carrega uma televisão pesada? Porque o tripé está num ângulo que o permite”, explica Nilson, mais conhecido como Nilsinho, que já foi medalhista mundial.

O treinamento de defesa pessoal se diferencia da prática da arte marcial apenas por sua funcionalidade, ao menos na Arks Jiu Jitsu.

“Quando você está praticando defesa pessoal, está prendendo as técnicas aplicadas contra alguém mais forte que você. A prática vira o esporte quando você passa a brincar de lutar contra alguém que sabe tanto quanto você”, complementa o treinador.

Conforme Nilson, que dá aulas há três anos, 90% dos alunos completam o percurso para se tornarem atletas do jiu-jitsu.

Luta democrática

Apesar de a maioria das academias de artes marciais ainda ser predominantemente masculina, a nova “modalidade” de defesa pessoal vem atraindo casa vez mais mulheres para a Arks Jiu Jitsu. Uma das professoras da academia é Aline.

“A gente não focou em um programa especifico para esse público. O curso é naturalmente procurado pelas mulheres, que geralmente são mais detalhistas e observadoras. A maioria dos alunos da academia são homens, mas já num percentual mais equilibrado de 40 a 60%”, afirma Nilson Pilares.

As aulas de defesa pessoal na Arks Jiu Jitsu são particulares ou feitas em turma. Neste último caso, turmas mistas e lideradas tanto por Aline quanto Nilson e os outros dois professores da academia.

“Se eu trato uma mulher como mais frágil dentro do tatame, eu tô indo contra o princípio do jiu-jitsu de que toda pessoa é capaz”, defende o treinador.

Apesar de o curso não ter sido pensado exclusivamente para mulheres, a academia se volta a um público não muito frequente em academias.

“A gente fez para pessoas mais velhas se sentirem à vontade, porque as mais novas já frequentam outros espaços. Isso está refletindo na procura, inclusive, por muitas mães. Quando voltei a treinar dando aulas, percebi que havia muita demanda desse tipo de público, além de mulheres e crianças. Não havia ninguém atendendo essas pessoas”, conta.

O aprendizado das técnicas de defesa pessoal também vem ganhando adeptos fora dos tatames tradicionais, em espaços como as universidades. Um aluno de Nilson, por exemplo, coordena o projeto que ofertas aulas gratuitas na Unic.

Aos leitores do LIVRE, o professor Nilson deu 4 dicas de defesa pessoal. Confira vídeo:

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