Coletivo audiovisual lança ficção científica em que agrotóxicos provocaram apocalipse

No curta-metragem a ser lançado nesta sexta-feira (29), quatro jovens tentam sobreviver ao "fim do mundo"

Caio Ribeiro é um dos protagonistas

Quatro jovens isolados em um apartamento tentam sobreviver a um contexto apocalíptico em que os agrotóxicos esgotaram recursos da terra e instauraram o caos na cidade em “6 Dias Depois do Fim”, curta que estreia nesta sexta-feira (29), na Maual.

Lançamento ocorre em bloco de produções que começam a ser exibidas a partir das 19h15, no último dia Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina. A entrada e a pipoca são gratuitas, mas a classificação indicativa é de 16 anos.

O curta, primeira produção ficcional do Coletivo Salve Filmes, foi roteirizado por João Pedro Régis e Jorge Queiroz, durante a disciplina “Roteiro I” do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso.

“O filme surgiu como uma atividade de sala, mas já na construção procuramos escrever de forma que fosse possível gravar sem recursos. Escolhemos usar apenas uma locação e poucos personagens”, diz o diretor João Pedro Régis.

“Com a realização do curta pudemos aplicar técnicas aprendidas sobre iluminação, fotografia e roteiro, adaptando-as à nossa realidade de produção, com nossos equipamentos, uma equipe composta por amigos  e que se organizou a partir da disponibilidade que cada um tinha”, enfatiza Jorge Queiroz, diretor de fotografia de “6 dias depois do fim”.

Essa ideia de coletividade atravessou toda a produção do curta, que tem direção de arte e produção assinada por Ana Carolina de Mello, maquiagem de Carla Renck e sonoplastia de Bruno Taveira. Caio Ribeiro, Marcela Gaiotto, Douglas Perón e Jonathan Nery, atores parceiros do coletivo, deram vida às personagens.

“Nossos filmes existem porque acreditamos nas ideias e nos unimos para colocá-las em prática, independente da escassez de recursos. É um trabalho coletivo, combativo, criativo e que gera muito aprendizado aos integrantes. Não temos orçamento mas temos uns aos outros e muita história brasileira pra contar”, afirma Ana Carolina de Melo sobre a importância da produção independente.

Salve filmes

Salve Filmes é um núcleo de produção e estudos audiovisuais criado em 2017 por estudantes de Comunicação Social com habilitação em Radialismo da UFMT.

Ana Carolina de Mello, João Pedro Régis e Jorge Queiroz iniciaram o Coletivo com reuniões semanais, às segundas feiras, que resultaram em alguns experimentos audiovisuais, vídeos curtos e a produção do primeiro documentário independente da Salve Filmes, premiado na 17° Mostra de Audiovisual Universitário da América Latina (MAUAL 2018), “Slam: Rua e resistência”.

O  documentário marca, em 2018, a atuação do coletivo fora da universidade com intervenções de exibição em espaços públicos nas capitais Cuiabá, Campo Grande e Brasília.

Em conexão com movimentos culturais de rua, o Coletivo faz a cobertura de vídeo e foto de eventos da cena do rap e da poesia. Com uma equipe ampliada, agregando Carla Renck, Maria Clara Amorim, Bruno Taveira e Afonso Damasio, em parceria com os atores Caio Ribeiro, Jonathan Nery, Marcela Gaiotto e Douglas Perón, em 06 de janeiro de 2019, lançam o trailer do primeiro projeto de curta metragem independente  “6 Dias Depois do Fim”.

Para realizar os projetos fílmicos independentes, o Coletivo Salve Filmes atende  demandas de produções audiovisuais como clipes, vídeo arte, mini documentários, teasers, entre outras possibilidades de conteúdo audiovisual.

Em 2018 outros integrantes juntaram-se à Salve Filmes: Emília Top’Tiro,  Karine Queiroz e  Pedro Mutzemberg, que apresenta a Salve Filmes a artista Nay Silva. O primeiro videoclipe gravado pelo coletivo é a regravação por Nay Oliveira da música “Alguém me avisou”, de Maria Bethânia e foi lançado em março de 2019. Com o objetivo de produzir filmes independentes e fomentar a discussão entre os realizadores deste segmento, as reuniões do Coletivo Salve Filmes acontecem quinzenalmente, às sextas-feiras, sempre às 19 horas, para organizar os projetos e as datas de estudo coletivo, que consistem em trocas de conhecimento entre os integrantes.

Próximas Exibições

Além da exibição no dia 29/11 na MAUAL, “6 dias depois do fim” será apresentado em outros espaços de Cuiabá. Estas exibições serão seguidas de debate sobre condições ecológicas reais que, de tão graves, parecem ficção.

Rafael Nunes, mestrando em Ecologia pela UFMT, participará dessas sessões e mediará a dinâmica de debates. As próximas exibições acontecem na Sala Névio Lotufo do Cineclube Coxiponés, em 09 de dezembro; no Cine Sesc Arsenal no dia 11 de dezembro, às 19h30 e na ação “Ocupa VG”, que acontece às 19h30 de 13 de dezembro, na Rua Manoel José de Campos, bairro Construmat, em Várzea Grande.

(Com assessoria)

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