Clique animal: fotógrafo autodidata registra cenas selvagens do Pantanal

O guia que se tornou fotógrafo por vocação já teve as capturas de sua lente estampadas em TV na Inglaterra

Foto: Erisvaldo Almeida

Nascido em Poconé e com apenas a câmera do celular nas mãos, Erisvaldo Guilhermino de Almeida, de 30 anos, encontrou na imensa beleza do Pantanal a oportunidade de explorar seu talento e provar que nunca é tarde para realizar sonhos.

O trabalho como guia nas pousadas da região, acompanhando equipes de TV, vindas de vários lugares do mundo para documentar a fauna e a flora da maior planície alagada do planeta, despertou em Erisvaldo o gosto pela fotografia.

Com o tempo, a câmera do celular deu lugar a uma pequena máquina fotográfica profissional, que ele aprendeu a manusear sozinho. Fotógrafos que ele guiava viam a dedicação e a vontade de aprimorar os cliques.

“Entre as caminhadas de uma trilha e outra, eu aproveitava para tirar dúvidas com os gringos sobre enquadramento, ângulo e luz. E, assim, conquistei grandes amigos que me deram o empurrão para seguir atrás do meu sonho”, conta Erisvaldo orgulhoso.

Erisvaldo ao lado do repórter cinematográfico Evandro Marcel, de camisa azul, e colega de produção apoiado na câmera, durante gravação de Brazil’s Esmerald Oasis

Seu esforço rendeu trabalhos ao lado de grandes nomes da Fotografia como o cineasta Laurence Wahba, o fotógrafo de vida selvagem Mike Bueno e o documentarista Evandro Marcel Fontana.

Com Fontana, Erisvaldo registrou por cinco meses o “Brazil’s Esmerald Oasis”, retratando milhares de espécies animais da região pantanosa. As cenas do documentário foram exibidas no canal Azul, de São Paulo, e na TV por assinatura Smithsonian Channel, da Inglaterra.

Observar como os fotógrafos renomados trabalhavam, deu ao autodidata ainda mais sensibilidade para capturar a essência do lugar onde cresceu. Hoje, seus cliques conseguem transmitir a emoção de momentos raros da natureza.

Exemplo disso é ficar cara a cara com uma onça pintada ou imaginar o abraço mortal entre um jacaré e uma sucuri.

O abraço nada amigável entre uma sucuri e um jacaré (Foto: Erisvaldo Almeida)

“Aprimorei não só a técnica, como a paciência. Em muitas das minhas fotos, eu espero por horas para registrar o melhor momento do animal. A mais bela batida de asa de uma Garça Branca ou mesmo o pôr do Sol, se despedindo da boiada”.

O trabalho do fotógrafo pode ser acompanhando através das redes sociais: @erisvaldo1479.

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