Clima, medo e política global

Hoje em dia, a “certeza” de uma catástrofe climática é a grande arma política da esquerda globalista

Arte: EBC

O medo é uma ferramenta política poderosa. De medo do que pode acontecer debaixo do governo deste ou daquele candidato, eleitores se alinham até com projetos políticos notoriamente corruptos, como o do PT.

Muitos dos cristãos “bem-intencionados que votaram para o PT nas ultimas eleição votaram por medo de uma nova política que acabaria com os famosos projetos sociais do PT. Nesta lógica, considerando que cristãos têm obrigação com os pobres, qualquer politico que fosse acusado de reverter o esquema assistencialista (que se revelou claramente ineficiente e falso) do PT deveria ser considerado anti-Cristo.

Outro medo é o de que o país fosse “vendido” aos poderosos, ou que tivesse seus princípios democráticos ameaçados. O AI5 será decretado e perderemos a liberdade!! O presidente se tornará um ditador! O Exército invadirá as ruas eliminando cidadãos de bem!  Muito da propaganda política maliciosa divulgada por aí se ocupa em espalhar boatos e incutir medo na população.

No cenário internacional não é diferente. Hoje em dia, a “certeza” de uma catástrofe climática é a grande arma política da esquerda globalista. Infelizmente, a maior parte das informações usadas não são factuais, são exageradas e requerem uma boa dose de imaginação e fé no próprio medo.

Mas a retórica do desastre inevitável repetida ad nauseam, acompanhada de protestos cada vez mais intensos e violentos de grupos de jovens e adolescentes, pode acabar nos causando sérios problemas.

As  demandas absurdas feitas pelos grupos radicais, que se consideram moralmente superiores a todos os outros que não são capazes de tomar medidas extremas, como a de cancelar mundialmente o consumo de combustíveis fósseis, tornam o circo todo mais parecido com uma seita religiosa radical, cuja intenção clara é destruir o mundo. É aquela velha história das seitas suicidas, “já que o mundo vai acabar mesmo, vamos todos nos matar”.

Outra implicação séria é a soberania dos países. Nós já tivemos uma pequena amostra disto no embate recente sobre a Amazônia. Basta um presidente americano alinhado com o discurso globalista que teremos a América e a OTAN nos enfrentando pelo domínio da Amazônia, e porque não, da nossa costa também, (7.367 km!!) bem precioso.

Os pseudo-heróis do clima são na maioria das classes média e alta. O radicalismo é mais comum aos países ricos do que nos países em desenvolvimento. Enfim, pode-se concluir que a histeria climática é uma doença de riquinhos procurando uma “causa para viver.” As previsões mais extremas rezam que mesmo com mudanças e restrições bem amplas às emissões de carbono não mudaremos mais do que 1 grau no clima; se mudarmos, pois nem isto se prediz com segurança.

Há 20 ou 10 anos um quadro deste não alarmaria ninguém. Creditar-se-ia a mudança ao processo natural de esquentamento e esfriamento da Terra, que já vem acontecendo há milhões de anos sem a nossa intervenção. Mas não nesta geração. Agora lemos o mundo como os deuses todo-poderosos de nossa religião humanista. E nos vemos como deuses do mal, usando sempre nosso poder para a destruição e opressão. Este é o “template” sob o qual analisamos tudo hoje em dia.

Quando pensam nos pobres, os fanáticos do clima os citam como os maiores prejudicados pelo “desastre.” As vítimas do clima, segundo eles, são ilhéus em lugares remotos do Oceano Pacífico, que vão ver suas pequenas ilhas submergirem.

Pode ser, algumas ilhas estão desaparecendo, se por culpa nossa ou não, não se sabe. É fato que ilhas nascem e morrem continuamente em nosso planeta.

Mas na verdade as verdadeiras vítimas, nós sabemos bem, que são todos os pobres do mundo, não apenas os ilhéus. Pobres de ambos os hemisférios serão prejudicados pelas medidas extremas que eles querem tomar contra a produção de energia, a produção de alimentos em larga escala, os meios de transporte, etc.

Todas as conquistas tecnológicas que tornaram a pobreza do mundo menos acachapante estão sumariamente condenadas. Ar-condicionado?? Ai ai ai ai!! um motivo de preocupação hoje dos militantes é que a africanos agora estão aderindo ao ar-condicionado.

Aquecimento no frio? Na Inglaterra, por exemplo mais e mais velhos morrem de frio por não conseguirem pagar as taxas altas de energia. Carros? Voos? AOC, a enlouquecida deputada americana, já propôs o cancelamento de voos intercontinentais. Por ela vamos ter que voltar aos navios-vapor.

Opa, nós não, errei o pronome. Os pobres, nós, que não fazemos parte da elite de governo global, vamos ficar sem recursos; mas eles, esses pseudo-intelectuais pseudo-morais fanáticos religiosos sempre terão acesso ao que necessitarem. Assim roda a roda-viva.

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