Ciro Gomes diz que Pedro Taques traiu população de MT

Ednilson Aguiar/Olivre

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Ciro Gomes diz que Zeca Viana tem autonomia para conduzir o PDT no Estado

O pré-candidato do PDT a presidente da República Ciro Gomes declarou que o governador Pedro Taques (PSDB) traiu a população de Mato Grosso com a mudança de partido. Taques começou sua carreira política no PDT, em 2010, onde se elegeu senador e governador, e deixou a sigla em agosto de 2015, depois de romper com o presidente regional do partido, o deputado estadual Zeca Viana.

“Eu acho que ele simplesmente traiu a confiança de pessoas muito importantes que confiaram nele. Entre elas, o povo de Mato Grosso”, afirmou Gomes, em entrevista coletiva antes da convenção estadual do PDT em Cuiabá, na tarde desta sexta-feira (24), no Hotel Fazenda Mato Grosso.

O presidenciável se filiou ao partido dias depois da saída de Taques, em setembro de 2015. “Eu cheguei depois, mas encontrei no PDT uma decepção muito grande, que parece estar alinhada com a decepção do povo de Mato Grosso com a eleição do atual governador”, declarou.

O PDT vem participando das discussões da frente de oposição ao governador. Ciro, que é vice-presidente nacional do PDT, afirmou que Zeca Viana tem os dotes necessários para disputar o cargo de senador ou governador, e terá autonomia para conduzir a formação da aliança para as eleições de 2018. Porém, a coligação terá que passar pelo aval da direção nacional, assim como em todos os Estados.

“As alianças terão que ter o máximo de coerência com o campo do qual atuamos. Não é uma tarefa fácil e nenhum partido jamais conseguiu que a linha nacional fosse seguida espontaneamente nos Estados”, observou, acrescentando que, por isso, o PDT tirou a resolução que prevê a homologação nacional.

Ciro teceu duras críticas ao PMDB e descartou qualquer possiblidade de uma aliança nacional com o partido do presidente Michel Temer. Porém, admitiu a possibilidade de aliança nos Estados. Em Mato Grosso, os dois partidos caminham juntos na oposição ao governo Taques.

“Esse será o filtro nacional. Mas há vários PMDBs. Roberto Requião, que lidera o PMDB Paraná, é um brasileiro respeitável”, citou como exemplo.

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