Cinecaos “serve” a plateia com produções que estão à margem do mainstream

Para a 5ª edição, são cotadas produções atuais - nacionais e internacionais - e claro, quanto menos o filme é desejado no circuito comercial, mas ele tem espaço na Cinecaos

Identidade visual do festival é pautada por obra da artista plástica Camila Hybris

Chegando à quinta edição ininterrupta – algo a se comemorar já que cortes de verbas para a cultura atacam o segmento dos festivais em todo o país – o Cinecaos 2019 já começa a ser delineado, com previsão de realização entre os dias 3 e 9 de agosto. Para a mostra, estão sendo cotadas produções atuais – nacionais e internacionais – e claro, quanto menos o filme é desejado no circuito comercial, mas ele tem espaço no Caos. Na nova edição, Cataclismas, Hecatombes e Delírios do Poder, filmes que trazem críticas ao atual cenário político, são muito bem-vindos.

Na curadoria da mostra, a idealizadora, Eliete Borges, une-se a Petter Baiestorf e Ivandro Godoy para garimpar o que há de mais inusitado no cinema de borda, marginal, de terror, horror, trash, underground e independente: tem que ser fora da curva! De 15 de maio a 15 de julho, realizadores poderão inscrever seus filmes. Outro convidado especial deste ano, é o especialista em maquiagem e efeitos especiais, Alexandre Brunoro. Ele será um dos oficineiros do curso especial de produção, que resultará em um filme feito com orçamento zero. Ou melhor ainda, mais de um. Tudo depende dos alunos.

De acordo com Eliete, o curso que vai ser ministrado ao longo de uma semana, abordará todos as etapas de uma produção, do roteiro à finalização. Outros importantes profissionais que atuam em Mato Grosso, como Yuri Kopcak, Keiko Okamura e João Bertoli também estão escalados. “Os filmes serão produzidos com uma técnica muito utilizada nos anos de 1980 e 1990, o shot on video”. O que torna o produto mais atraente para o universo do cinema marginal, é o seu distanciamento dos padrões tradicionais do cinema.

Crítica

A mostra foi idealizada em 2015, justamente para contemplar, de maneira despretensiosa, o público que apreciava esses tipos de produções. “Despretensiosa no sentido da crítica, se iriam gostar ou não da proposta. A intenção era atingir este público que não tinha um circuito de exibição com filmes dessas temáticas mais inusitadas. Começamos em 2015 com 13 produções e no ano passado, eram 39, incluindo filmes do Haiti, Chile e Estados Unidos. Além disso, a programação ganhou vulto com palestras, oficinas, performances e exposição de artes plásticas”, relembra.

E em 2019, a Cinecaos continua a crescer. E a temática, ousa não só em virar as costas para o comercial, como também, se configura como uma crítica ácida ao cenário político. “Já estamos vivendo cataclismas, hecatombes e delírios de poder. Este último, inspiração da Márcia Tiburi. A hecatombe, toda essa violência; cataclisma, por conta da situação climática alarmante e delírios de poder, por que acreditamos que há muitos radicalismos para encarar. Pessoas transformam o poder numa paranoia, centrada em um conhecimento egoico”, dispara.

Para a abertura da mostra, Eliete adianta que haverá um grande show com as bandas de vanguarda do underground, GTW e Caximir, e Nidog e Desert Punk, na Casa Cuiabana. Neste mesmo dia, encerrando o momento dedicado às projeções, será lançado o documentário de 30 anos da GTW, bastante aguardado pelos fãs mato-grossenses.

Mais informações serão divulgadas ao longo dos meses na página oficial do Cinecaos no Facebook. Acesse aqui!  

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