Cientistas criam modelo para prever de onde pode vir uma nova pandemia

Estudo australiano constata que países de renda mais alta e com maior densidade estão produzindo maior diversidade de doenças

(Foto: Chokniti Khongchum / Pexels)

A pressão da atividade humana sobre o meio ambiente está contribuindo para a diversificação de patógenos (agentes causadores de doenças, como vírus e bactérias), e o surgimento de novas pandemias iguais, ou piores, que a covid-19 é apenas questão de tempo, segundo cientistas.

Agora, pesquisadores australianos encontraram um modelo que pretende prever onde e que tipos de doenças poderão afetar a humanidade no futuro.

De acordo com artigo publicado na revista Transboundary and Emerging Diseases, uma equipe de cientistas da Universidade de Sidney constatou que países de renda mais alta, com áreas territoriais maiores, populações mais densas e maior cobertura florestal estão produzindo uma diversidade maior de doenças zoonóticas (transmitidas de animais para humanos).

Já as doenças emergentes (recém-descobertas, que aumentaram de ocorrência ou se expandiram para novos locais) são mais propensas em locais de temperaturas mais altas, como o Brasil.

O modelo de estudo

Entre doenças zoonóticas que se espalharam recentemente também estão incluídas a SARS, as gripes aviária (H5N1) e suína (H1N1), a Ebola e a Nipah — um vírus transmitido por morcegos.

Para desenvolver este modelo, os autores usaram 13.892 combinações de patógenos únicos de 190 países, e dados de 49 variáveis socioeconômicas e ambientais. As informações foram analisadas usando modelos estatísticos para identificar as causas de doenças emergentes e zoonóticas.

“Nossa análise sugere que o desenvolvimento sustentável não é apenas crítico para manter os ecossistemas e desacelerar as mudanças climáticas; ele pode informar o controle, mitigação ou prevenção de doenças”, disse o Michael Ward, professor da Universidade de Sidney e coautor do estudo.

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