Cidade de MT tem 50% da população no grupo de risco

Sem oportunidade de trabalho, a cidade ficou envelhecida e, hoje, mais de 50% dos moradores são aposentados

(Pixabay)

Ponte Branca (370 km de Cuiabá) e Araguainha (468 km de Cuiabá) foram as cidades que menos receberam vacina na primeira fase da imunização contra o coronavírus. Foram 85 doses para os dois municípios. Pode parecer pouco para quem não conhece as cidades, mas atendeu todo o setor de saúde, como previa o Ministério da Saúde.

Ambos os munícipios estão à frente no ranking de menor população e de maior concentração de idosos. Enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fala em 16%, o prefeito de Ponte Branca, Clenei Pereira, acredita que o percentual já tenha alcançado o 50%.

Sendo assim, Pereira administra uma cidade na qual mais da metade dos moradores são do grupo de risco e totalmente dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS), pois a maior parte das pessoas não ganha mais que um salário mínimo.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Durante a pandemia, o prefeito conta que foram feitos trabalhos educativos e os motoristas trabalharam de maneira incessante, levando os pacientes em estado grave para os municípios com mais estrutura.

Conforme os dados do Governo de Mato Grosso, Ponte Branca teve três mortes por covid-19 e 66 casos confirmados da doença, sendo que três deles foram o próprio prefeito, o irmão dele e vice-prefeito e sua esposa. Eles foram pegos na nova onda registrada após as festas de final de ano.

Agora, o gestor da cidade com 1.576 habitantes está aguardando a segunda etapa da vacina para finalizar a imunização da equipe da linha de frente e começar o trabalho com os moradores.

“Muitos deles estão ansiosos, mas outros estão desconfiados da vacina. Eles ficam meio ressabiados por conta do que ouvem por aí”, argumenta.

A esperança que vem de fora

Clenei vê o envelhecimento da população e, ao mesmo que entende os motivos, aguarda que a solução venha de fora do município. Ele conta que o jovens saem para estudar e acham emprego fora. Então, acabam não retornando.

Os que conseguem emprego dentro de Ponte Branca, geralmente estão nas áreas de Saúde e Educação e foram absorvidos pela prefeitura. Fora a gestão pública, as demais vagas estão nos poucos comércios da cidade.

A esperança de melhora, segundo ele, é a instalação da fábrica de celulose em Alto Paraguai e o asfaltamento da MT-0100, que tem despertado o interesse em produtores rurais no município.

Porque sem oportunidades de emprego, a cidade caminha para o esvaziamento total.

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