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Cesta básica: quase todos os itens tiveram alta e muitas despensas ficaram vazias

Arroz, cesta básica
Foto de Caroline Rodrigues
Caroline Rodrigues

Os gastos com alimentação aumentaram em janeiro e fizeram com que a cesta básica chegasse ao valor de R$ 811,07 em Cuiabá. O valor é referente a primeira quinzena de janeiro de 2023 e se comparada a quinzena anterior, última de dezembro de 2022, representa R$ 31,38 de aumento. Em percentual, o reajuste foi de 4,02%.

Conforme o indicador, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), dos 13 produtos avaliados, 85% teve algum tipo de alta, com destaque para os derivados de leite, arroz e batata.

Vale lembrar que a lista de itens avaliada para se construir o indicador não é a mesma da cesta básica que compramos no mercado. Isso porque, ela considera alimentos básicos da alimentação do brasileiro, entre eles, os perecíveis.

Índice também considera alimentos perecíveis com a carne, frutas e verduras. (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Salvo algumas peculiaridades regionais, o índice da cesta básica geralmente é composta pelos seguintes produtos:

  • Carne;
  • Leite;
  • Feijão;
  • Arroz;
  • Farinha;
  • Batata;
  • Tomate;
  • Pão;
  • Café;
  • Banana;
  • Açúcar;
  • Óleo;
  • Manteiga.

Afinal de contas, o que aumento ?

Conforme análise do Instituto, o valor atual é o maior da série histórica, que se iniciou em março do ano passado. Tal condição pode estar atrelada não só ao complexo cenário produtivo dos itens da cesta, como também a tendência de crescimento nos preços com as festividades de fim de ano, com uma maior movimentação nos supermercados.

Além disso, os fatores climáticos continuam a impactar diretamente as tendências de preços de muitos itens da cesta básica, como o caso da batata e da manteiga, que sofrem constantes crescimento no preço, e do leite, que tem registrado diminuição no valor.

“O preço do leite em queda, de -5,93%, é muito promissor à sua cadeia produtiva, assim como a queda do tomate (-4,38%), que pode contribuir para um menor crescimento do item no longo prazo”, explicou o superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha.

Com relação ao produto derivado do leite, como a manteiga – que apresentou alta de 16,46% –, o encarecimento dos insumos relacionados à alimentação do rebanho pode ser um dos fatores que impactam no crescimento do valor do produto, assim como o clima e o comportamento do cenário internacional.

Entre os produtos que apresentaram maiores altas no levantamento, o arroz se destaca com alta de 26,85% na comparação com o levantamento anterior, chegando ao maior valor já apurado desde março de 2022, de R$ 5,41/kg. Já a batata, a alta é de 19,97% entre as semanas apuradas, saindo de R$ 6,35/kg para R$ 7,62/kg, em média.

(Com informações da Assessoria)

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