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Negócios

Certificados de Recebíveis têm sido alternativas para investidores e empreendedores em Mato Grosso

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Redação

No último mês de junho ficou pronto o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), do Grupo Vivart, que atua no setor imobiliário.“Na prática, isso consolida a solidez de uma empresa que coloca seu empreendimento na bolsa de valores. É uma nova modalidade de negócios, ou seja, é o mercado financeiro que está financiando outros setores da economia. O que está acontecendo é uma mudança de cultura”, destaca o diretor comercial da Vivart, Victor Bento.

Ele explica que para adquirir o CRI, a empresa passa por várias certificações e auditorias. Entre a apresentaçãodo termo de interesse e a conclusão do processo são cerca de sete meses. “Com o CRI em mãos apresentamos o nosso empreendimentoao fundo de investimentos. Eles dizem se têm interesse em comprar ou não. Se tiverem se tornam sócios do negócio”, acrescenta o diretor de engenharia Felipe Carlesso.

No caso do Grupo Vivart, o investimento foi de R$ 17.150.000,00 no MoovSmart Home, com 84 unidades, que deve ser entregue em 2025. Seu projeto conta com piscina, academia e espaço gourmet, espaço coworking, pet place, bicicletário, terraço com sky bar temático da Budweiser, lavanderia OMO e academia BTFIT totalmente equipada com equipamento de primeira linha da Technogym.

De acordo com o Victor, em Mato Grosso são menos de 10 empresas que estão fazendo suas negociações dentro destes termos. “É uma forma diferente de captarmos os recursos para fazer o empreendimento. É disruptivo para o mercado se comprado às incorporadoras. Esta iniciativa nos coloca num patamar de um grande player. Em Mato Grosso somos poucas empresas que estamos neste patamar. Os CRI ou os CRA são estruturações financeiras sofisticadas”, enfatiza.

Victor Bento, diretor comercial.

AGRONEGÓCIO

No setor agropecuário, recentemente, o Grupo Raça Agro (GRA) levantou R$ 40 milhões com a emissão de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Esta foi uma das primeiras operações de empresa do setor pecuário no mercado de capitais brasileiro, e que ajudou a concretizar a expansão do Grupo, com a aquisição de 100% das cotas da indústria beneficiadora de sementes, SGM Seeds do Brasil, Soluções em Sementes de Pastagem Ltda., sediada em Ribeirão Preto (SP).

Pelo menos, 80% dos R$ 40 milhões vem da venda de produtos voltados para a nutrição, pastagem e saúde animal. Os produtos da SGM Seeds já estão presentes em 23 países. “Temos a intenção de exportar a tecnologia brasileira de produção bovina em clima tropical para todo o mundo. Esta aquisição também amplia as possibilidades de comércio exterior e aumenta nosso portfólio”, enfatiza CEO do Raça Agro, João Neto.

Com essa fusão, o Grupo passa a ter 20 lojas, 480 funcionários e está presente em cinco estados brasileiros. O Grupo Raça Agro surgiu em 2020, quando a revenda Agroboi comprou o controle da rede Suprema Produtos Agropecuários.

(Com Assessoria)

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