Centro vs periferia, do real para o virtual; entenda como a economia muda a “cara” da cidade

O comércio migra e áreas que antes custavam caro ficam entregues ao abandono; você já viu esse fenômeno?

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A migração dos negócios para o ambiente digital e a descentralização dos setores de comércio e serviço têm causado impacto direto em Cuiabá. Áreas que antes tinham imóveis valorizados, hoje estão tomadas pelo abandono.

Em contrapartida, algumas regiões periféricas estão se tornando pequenos polos comerciais. Tudo para atender o cliente, que quer comodidade e não pretende perder tempo com trânsito e estacionamento, bem como enfrentar o sol escaldante da Capital mato-grossense.

No entorno do bairro Jardim Imperial, por exemplo, os terrenos tiveram um acréscimo de 300% no metro quadrado.

Há 8 anos, segundo o corretor de imóveis Claudecir Contreira, um terreno na avenida das Palmeiras custava R$ 100 o metro quadrado. Hoje, não menos de R$ 1 mil.

“A valorização segue a construção dos condomínios. No Jardim Universitário, tivemos mais de 3 mil imóveis construído em 8 anos. Os novos moradores precisam comer, vestir e consumir serviços”.

Já no Centro de Cuiabá, vários locais estão a venda e não conseguem achar comprador.

“Na situação atual, se a prefeitura – que fica no centro da Capital – mudar de prédio, toda área morre comercialmente”.

O mesmo esvaziamento imobiliário acontece em alguns pontos do bairro Goiabeiras e de avenidas como Miguel Sutil e Fernando Corrêa.

Avenida Coronel Escolástico está na área central da capital mato-grossense (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Áreas promissoras

Contreira acredita que a dinâmica da cidade ainda está longe de se estabilizar e as mudanças serão mais rápidas nos próximos anos.

O entorno da estrada da Guia está com crescimento exponencial, que se iniciou com a construção do condomínio Florais (2002), seguida de outros horizontais.

Depois veio o Brasil Beach, que em seu entorno tem outros 5 empreendimentos  planejados.

Conclusão do Rodoanel pode abrir uma nova frente para o crescimento da cidade (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Outro ponto que também está sendo visado pelos investidores é a região do Rodoanel.

Atualmente, conforme o especialista, não há viabilidade porque a prefeitura exige que o proprietário do condomínio arque com a infraestrutura.

“Água, luz e acesso são caros. Mas, quando a rodovia passar, a estrutura vem junto”.

Era digital

Segundo a consultora de negócios Camila Rossi, a inserção das empresas na internet pode impactar o desenvolvimento das cidades.

“Eu acredito que a maior parte das lojas físicas serão substituídas por virtuais e o endereço será apenas para referência e não o principal ponto de venda”.

Segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, entre os meses de janeiro e agosto de 2019, R$ 135 milhões foram negociados via e-commerce em Cuiabá.

Um dinheiro empregado em 256 mil compras que alcançaram um tíquete médio e R$ 528.

A consultora explica que analisando o comportamento do consumidor é possível ver que todos querem a loja na palma da mão, ou seja, no smartphone. E mesmo quando eles vão ao ponto físico, já pesquisaram antes sobre o produto na Internet.

O público de lojas virtuais está focado na compra e o empresário precisar ter ferramentas para atendê-lo. E, para isso, não precisa pagar aluguel e outras despesas de um imóvel.

Lógico, ressalta a consultora, que antes de qualquer migração, o empresário precisa pesquisar.

Quem tem como público alvo as pessoas mais velhas, tem que levar em consideração que a maioria está fora deste perfil.

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