Centro de Triagem em Cuiabá começará a ser fechado no próximo sábado

Secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo disse que a desinstalação será gradativa e os serviços terão que ser assumidos por Cuiabá e Várzea Grande

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O Centro de Triagem em Cuiabá vai encerrar gradativamente os atendimentos diários a partir de sábado (15). Secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo disse que os serviços deverão ser assumidos por Cuiabá e Várzea Grande, municípios com índice mais alto de pessoas atendidas. 

“Ele [Centro de Triagem] não foi criado para ser perene. Já deu tempo dos municípios se organizarem na atenção básica para atender os contaminados. Cuiabá e Várzea Grande precisam assumir essa função”, afirmou o secretário, em entrevista à rádio Vila Real.  

A desinstalação começará com o corte dos dias de feriados e fins de semana (sábado) e deve progredir para atendimento em três dias na semana. Conforme o secretário, os serviços continuarão os mesmos inicialmente – avaliação das pessoas com sintomas, entrega de medicação e encaminhamento para hospital dos casos graves. 

O fechamento do posto já havia sido anunciado como uma hipótese pelo governo do Estado no mês passado, quando comentou o uso da Arena Pantanal para os jogos da série A do Campeonato Brasileiro 2021. 

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Hoje, o secretário Gilberto afirmou que os hospitais voltados para atendimento seletivo, que estão realizando temporariamente serviços da pandemia, estão sobrecarregados, por exemplo, Hospital Santa Casa.  

“Nossos hospitais são para tratamento, procedimentos eletivos e estão sobrecarregados. Tem paciente que vai à Arena e, de lá, já vai para o hospital de tão grave que está”, disse. 

O Centro de Triagem foi instalado em julho do ano passado como estratégia de amenização dos casos graves da covid-19, com a realização de teste rápido e distribuição de medicamento do kit-covid.  

A intenção era tratar pacientes na fase inicial da infecção respiratória para evitar agravamento e, consequentemente, maior demanda por leitos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). 

Nos meses de pico do contágio, as fichas para atendimento de 900 pessoas por dia esgotavam em questão de hora. Em oito meses, cerca de 146 mil pessoas foram atendidas.

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