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Cefaleia: o mal que atinge 80% das crianças e adolescentes no Brasil

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Quase uma unanimidade nos consultórios mundo a fora, a cefaleia é um dos sintomas mais comuns na medicina e apontada por especialistas como uma das causas mais frequentes de procura por atendimento ambulatorial até serviços de emergência.

Popularmente conhecida como dor de cabeça, a cefaleia é considerada por autoridades em saúde a sétima doença mais incapacitante do mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que 90% da população global já teve, tem ou vai sofrer com algum dos mais de 150 tipos diferentes de dor de cabeça.

O mal, que afeta mais de 140 milhões de brasileiros, atinge pessoas de todas as idades, já é responsável pelas queixas de mais de 80% das crianças e adolescentes, que chegam às consultas relatando pelo menos um episódio de cefaleia antes mesmo de completar 15 anos de idade.

Dividida em dois tipos, a cefaleia nos pequenos exige maior critério de avaliação para um diagnóstico preciso e decisão clínica adequada.

“Há as cefaleias primárias, que são recorrentes e não são causadas por doenças subjacentes ou problemas estruturais, podemos citar alguns exemplos clássicos que são a enxaqueca e a cefaleia tipo tensão. Há as secundárias, que são provocadas por doenças demonstráveis em exames. Exemplos de cefaleias secundárias são as decorrentes de doenças febris agudas, infecções do sistema nervoso central e de tumores” esclarece a médica pediatra Ana Paula Beltran Moschione Castro.

A médica explica que a cefaleia infantil primária pode impactar diretamente a rotina das crianças quando se manifesta de forma recorrente.

Médica especialista em cefaleia diz que crianças têm dificuldades em descrever a dor com detalhes.

“As dores costumam ser frequentes, mas em muitos casos as crianças não conseguem expor a dimensão do problema, que, sem uma observação mais dedicada, acaba sendo associado a outras doenças. Por isso, com os menores a atenção deve ser redobrada. Um olhar mais atento dos pais e mães sobre o comportamento e a frequência das queixas ajuda a identificar o problema. É importante avaliar como estas dores mudam o cotidiano das crianças. Se ela deixar, por exemplo, de fazer alguma atividade que gosta muito, é hora de acender o alerta”, orienta.

Enxaqueca, um capítulo à parte

Entre as causas mais comuns da cefaleia, está a enxaqueca que atinge nada menos que 15% da população global, segundo levantamento da OMS. No Brasil, são mais de 30 milhões de pessoas afetadas pela doença, sendo 6% dos pacientes ocupando a ala pediátrica.

“A enxaqueca é uma das causas mais comuns de cefaleia primaria em pediatria e, assim como nos adultos, o diagnóstico é baseado em critérios clínicos. Porém, em crianças, detectar o problema requer mais cautela. A avaliação é desafiadora, pois a história pode ser fragmentada e os sintomas variam amplamente, de acordo com a faixa etária do paciente”, orienta a pediatra.

Além disso, destaca a especialista, algumas peculiaridades que ajudam no momento de detectar o problema e indicar o tratamento.

“É preciso observar a duração dos episódios de dor, levar em conta a localização da dor. Também alguns pacientes costumam apresentar dificuldades para descrever os sintomas como a foto e fonofobia e, especialmente, a própria intensidade da dor”, alerta.

Pediatras precisam ser cautelosos na hora de fazer o diagnóstico. Foto: (Divulgação/Freepik)

A médica pontua ainda que as escalas analógicas de sintomas podem ajudar na adequada avaliação da intensidade da dor. Há algumas síndromes específicas da infância, como a enxaqueca abdominal (dores abdominais e vômitos cíclicos) e a vertigem paroxística benigna da infância (crises vertiginosas em crianças pequenas), que podem, inclusive, ocorrer sem dor de cabeça associada.

Outras queixas comuns são vertigens, zumbidos, alterações do nível de consciência, e sintomas visuais, sendo quase sempre resolvidas em uma hora.

Nos casos em que o pediatra faz a suspeita do diagnóstico de enxaqueca, a criança pode ser avaliada por um neurologista, pois pode-se fazer necessário um seguimento mais especializado e possivelmente com medicação apropriada.

Para ajudar a reduzir os impactos da doença, na cefaleia primária, é preciso investir em metodologias eficazes de tratamento, assegurando o bem-estar e a qualidade de vida desde os primeiros anos de vida.

(Com informações da Assessoria)

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