Categorias de MT aderem à greve geral contra reforma de Previdência

Enviada pelo governo federal, a proposta está em trâmite na Câmara dos Deputados

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

“Vamos parar um dia para evitar o retrocesso de uma vida inteira”. Com esse lema centrais sindicais prometem parar o país na próxima sexta-feira (14), numa greve geral contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).

Em Mato Grosso, já aderiram à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública (Sintep), os Correios, o Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores, a Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat) e da Unemat (Adunemat). O número exato de categorias, por sua vez, será anunciado após uma plenária com todas as centrais sindicais do Estado, marcada para o dia 11.

“Dia 14 não vai ter ônibus, não vai ter trem, não vai ter banco. O Brasil vai parar. Centenas de categorias estão decidindo isso. Então, nós viemos aqui discutir a conjuntura em assembleia, mas somo apenas uma parcela e a greve geral independe da nossa vontade. Ela vai acontecer e vai ser muito forte”, disse o diretor geral da Adufmat, Aldi Nestor de Souza.

A reforma da Previdência

Enviado pelo governo federal, o texto da reforma da Previdência está em tramite na Câmara dos Deputados, recebeu 277 emendas parlamentares e deve ser votado até o fim deste mês. Para o presidente Jair Bolsonaro, sua aprovação é o primeiro passo para ampliar a liberdade econômica do país.

Os pontos mais polêmicos da matéria, que têm provocado a mobilização dos movimentos contrários, dizem respeito à idade mínima para aposentadoria, de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, bem como o aumento do tempo mínimo de contribuição, de 15 para 20 anos.

O texto também prevê que o cálculo da aposentadoria terá uma regra só para todos os trabalhadores, da iniciativa privada e servidores públicos. O valor da aposentadoria será de 60% da média salarial mais 2% por ano de contribuição que exceder os 20 anos iniciais. Com isso, a aposentadoria integral só será possível após 40 anos de contribuição.

No Congresso Nacional

A matéria divide opiniões no Congresso Nacional e até deputados federais aliados ao governo, como Nelson Barbudo (PSL-MT), admitem que a proposta precisa de melhorias e readequações. “Não pode ter radicalismo”, declarou o parlamentar recentemente.

Nesta semana, uma proposta de líderes partidários de excluir servidores públicos estaduais e municipais das novas regras da aposentaria mobilizou governadores de todo país. O de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) chegou a implorar publicamente que o Congresso Nacional não promova a exclusão.

“Pedimos para os parlamentares federais de todo Brasil que tenham sensibilidade política e ajudem o país, pois não podemos mais ficar sangrando e esperando essa importante reforma para fazer o Brasil voltar a crescer e gerar empregos. Por favor, não deixem os estados e municípios fora, pois isso seria um desserviço ao nosso país. Contamos com vocês para que essa reforma de verdade possa acontecer”, suplicou durante uma visita do presidente a Mato Grosso.

A articulação dos parlamentares que defendem a exclusão dos estados e municípios, segundo aliados do governo, teria o intuito de evitar que a aprovação da reforma da Previdência gere prejuízos políticos em suas bases eleitorais, com possíveis reflexos negativos nas eleições municipais de 2020.

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