Casos de covid-19 no sistema prisional têm alta de 100% em MT

No ranking nacional, Mato Grosso é o sétimo Estado com o maior número de presos e agentes penitenciários infectados

(Foto: Divulgação)

O sistema prisional brasileiro teve alta de quase 100% no número de casos de covid-19 nos últimos 30 dias. Os dados são de um levantamento divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ao todo, são 13.778 ocorrências entre detentos e servidores.

O boletim é feito com dados informados pelos órgãos de segurança pública ao Departamento Penitenciário (Depen).

Em uma semana, o aumento registrado no país foi de 1.445 novos casos em detentos e 341 novos pacientes entre os servidores. Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão entre os Estados com o aumento mais acentuado.

Em Mato Grosso, são 339 presos infectados com o novo coronavírus e 160 funcionários. Entre os dias 10 e 22 de julho, os registros entre detentos mais que dobraram.

No ranking nacional, o Estado é o sétimo com o maior número de casos. A Penitenciária Central do Estado (PCE), que fica em Cuiabá, lidera: tem 34 doentes no total.

Até a última quarta-feira (22), duas mortes foram registradas.

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Segundo o CNJ, nenhum caso foi registrado no Sistema Socioeducativo de Mato Grosso.

Denúncia na ONU

Na semana passada, o Brasil foi denunciado junto à Organização das Nações Unidas (ONU) pela falta de ações concretas para o combate da covid-19 nas unidades prisionais. A ação é da ONG Conectas.

“Há uma resistência do Poder Judiciário brasileiro em cumprir as orientações sobre a gestão da pandemia de covid-19 no sistema prisional e promover o desencarceramento”, diz trecho lido em sessão na ONU.

A denúncia foi feita dias depois da morte de um jovem negro em Minas Gerais. Lucas Morais de Trindade, de 28 anos, foi preso em 2018 com 10 gramas de maconha. Ele morreu com covid-19 no início do mês.

O documento revela que quase metade dos presos do país – atualmente a população carcerária está estimada em 748 mil pessoas – são provisórios. Além disso, destaca a presença de 65% de população negra, “o que reafirma o racismo estrutural e institucional no Brasil”.

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