Casos da covid-19 em MT devem dobrar nos próximos dias, diz secretário

Gilberto Figueiredo chamou a atenção para novo recorde de novos casos de pacientes e mortes pelo contágio em 24 horas em Mato Grosso e cobrou medidas de segurança

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, disse nesta sexta-feira (29) que Mato Grosso deve dobrar o número de casos da covid-19 em duas semanas. E alertou que a adoção de medidas preventivas, como uso de máscara e baixa circulação de pessoas, serão necessárias para se manter o controle da doença. 

“Não existe situação confortável em pandemia. Eu ando pelas ruas de Cuiabá e vejo muitos idosos andando pela rua sem necessidade, quando o correto é ficar em casa. Ressalto que a maioria absoluta das mortes pela covid-19 é de pessoas com algum tipo de comorbidade”, disse. 

Em tom mais enfático, o secretário alertou para o novo recorde de casos em Mato Grosso registrados nessa quinta-feira (28). Houve confirmação de 170 novos casos e de mais sete óbitos pelo contágio. 

Ele apontou esses números como a tendência do quadro da doença no estado em junho, mês que ele disse ver como o mais difícil no histórico estadual da pandemia. 

Faixa dos 4 mil

A projeção do secretário é que Mato Grosso passe dos atuais dois mil casos para um número superior a quatro mil. 

Os fatores são tanto o aumento da flexibilização das atividades, quanto o relaxamento das medidas de prevenção. Contudo, ele defendeu que as atividades econômicas sejam retomadas. 

“Isso não quer dizer que já estamos numa situação normal. Você precisar ir almoçar no shopping center neste momento? Não. Deixe para quem realmente precise, para as pessoas que estão saindo para trabalhar. Evite aglomeração”, afirmou. 

Gilberto disse ainda que a posição de controle de Mato Grosso no ranking de incidência da covid-19 – o estado está em penúltimo lugar no registro de novos casos – não chancela o relaxamento das medidas proteção. 

“O novo coronavírus é algo ao qual nós vamos ter que nos adaptar que aparecer uma vacina. E a situação é bem pior que isso, porque não existe nem remédio específico para isso. A cloroquina não pode ser adotada para isso”, alertou. 

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