Caso Isadora: audiência não é realizada e mãe ainda não reencontrou a filha

Em menos de 24 horas, foram duas expectativas de reencontro frustradas

(Foto: Natália Araújo / O LIVRE)

O caso Isadora Praeiro Pedroso Ardevino ganhou mais um capítulo. Desta vez, a audiência que estava designada para acontecer nesta segunda-feira (8), não foi realizada e agora a família materna da menina espera uma nova data o quanto antes.

A defesa de Marina Pedroso questiona ainda sobre o cumprimento do prazo estipulado para a devolução da menina. No entendimento dos representantes, as 48 horas venceram na manhã de hoje.

Isadora está com os familiares paternos desde o dia 13 de julho. Primeiramente, a menina viajou para o interior de São Paulo para ficar com o pai, o advogado João Vitor Almeida Praeiro Alves. A estadia se estendeu até o dia dos Pais.

Após a data comemorativa a menina não foi devolvida e desde então, a família materna afirma não ter tido mais contato com Isadora.

Foram expedidos dois mandados de busca e apreensão para que a menina fosse devolvida à mãe, em Cuiabá. Agora, a Justiça determinou a guarda unilateral para a enfermeira. Mas a decisão ainda não foi cumprida.

Nova frustração

Marina esperava que hoje a agonia da espera tivesse fim (Foto: Divulgação / Assessoria)

Faltava meia hora para as 13h quando Marina chegou ao Juizado da Infância e Adolescência. Ainda muito abatida depois de não conseguir reaver a filha na noite desse domingo, a enfermeira tinha a expectativa de encontrar Isadora. E quem sabe, voltar com a menina para casa.

Porém, após quase uma hora de espera, houve a informação de que a audiência não seria mais realizada.

De acordo com as informações repassadas à defesa de Marina, representada pela advogada Ana Lúcia Ricarte, a agenda da juíza Gleide Bispo já estava completa nesta segunda-feira e não foi possível incluir a audiência do caso Isadora.

Essa audiência havia sido designada pelo juiz Luis Fernando Voto Kirche, da 5ª Vara Especializada da Família, onde os processos corriam anteriormente.

Agora já são 113 dias sem a minha filha, eu não consigo dizer mais nada“, disse Marina bastante emocionada. A enfermeira estava ainda mais emotiva porque o filho caçula também ficou bastante chateado e saiu chorando, após não encontrar a irmã mais velha.

Em menos de 24 horas, foram duas expectativas de reencontro frustradas.

Os familiares paternos não apareceram no juizado nessa tarde.

Prazo finalizado

Na oportunidade, a defesa de Marina pediu à juíza Gleide que despache quanto aos apontamentos que constam nos autos.

Dentre eles está a finalização do prazo de devolução da menina à mãe. A advogada explicou que o advogado que representa Air Praeiro, tomou ciência da decisão, na modalidade eletrônica, às 8h30 da manhã de sábado (6).

Portanto, o prazo de 48 horas para o avô paterno devolver a menina teria se expirado na manhã de hoje, no entendimento da defesa da mãe.

Outra questão é a realização de uma nova audiência para que a menina possa ser ouvida.

Até o fechamento desta matéria, a juíza ainda não havia expedido nenhuma nova decisão.

Silêncio mantido

Fabiano Rabaneda, advogado de Air, reforçou que o processo corre em segredo de Justiça e nada pode ser comentado.

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