Caso Isadora: após 113 dias, menina é devolvida à mãe

O avô paterno entregou a criança no início da noite dessa segunda-feira (8), véspera do fim do prazo concedido por decisão judicial

(Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

Após duas frustrações, Marina Pedroso conseguiu reaver a filha Isadora Praeiro Pedroso Ardevino, de 8 anos. O avô paterno da menina, o defensor público Air Praeiro, fez a entrega da criança no início da noite dessa segunda-feira (8).

O encontro entre mãe e filha aconteceu antes do fim do prazo concedido pela Justiça, na decisão que definiu a guarda unilateral de Isadora para Marina. Air foi notificado da determinação no domingo (7) e teria até esta terça-feira (9) para cumprir a ordem.

Isadora viajou de Cuiabá para Bauru (SP), nas férias de julho, para passar cinco dias com o pai, o advogado João Vitor Almeida Praeiro Alves. Próximo ao dia dos Pais, o rapaz pediu que a menina continuasse na cidade, por conta da data comemorativa.

Porém, após as festividades, João Vitor não devolveu a criança para a mãe. O advogado, inclusive, desobedeceu a dois mandados de busca e apreensão expedidos para garantir o retorno da criança para Cuiabá.

Enquanto isso, Marina alegou não ter contato com a filha e iniciou uma campanha em prol da devolução da criança. Uma decisão judicial colocou fim à guarda compartilhada e passou, liminarmente, ao avô paterno.

Neste final de semana, uma nova decisão concedeu a guarda unilateral para Marina. Portanto, Air deveria entregar a criança à mãe.

No domingo, a menina foi localizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com avós paternos, em Coxim (MS). O veículo onde seguiam viagem, foi escoltado até a divisa dos estados e depois, por conta do prazo judicial ainda estar dentro da janela permitida, a viagem continuou sem monitoramento.

Opção pelo silêncio

A decisão foi cumprida pelo defensor público, conforme avisado na manhã de ontem. Air negou que tivesse fugindo com a neta e afirmou que jamais se furtaria de cumprir uma ordem judicial.

A volta de Isadora para a casa da mãe foi confirmada primeiramente por amigos da enfermeira. Na manhã desta terça-feira (9), a advogada Ana Lúcia Ricarte emitiu uma nota via assessoria de imprensa. A representante de Marina reforçou que a criança está em casa junto aos familiares maternos e informou que o momento é de recolhimento.

Marina não se pronunciou e, inclusive, desativou a rede social, um perfil no Instagram, através da qual realizou a campanha pela volta da filha.

Confira a nota na íntegra.

“Ricarte Advocacia Ltda, no pleno exercício regular da defesa de Marina Pedroso Ardevino, mãe da menina I.P.P.A., vem a público agradecer a todo o apoio concedido pelos profissionais da imprensa, trazendo luz a um drama familiar vivido por milhares de pessoas no Brasil.

A entrega da menina à mãe ocorreu no começo da noite de ontem (08/11), após 113 dias sem qualquer contato entre genitora e menor. A criança passa bem, no seio do lar, junto ao irmão caçula e também dos avós maternos.

O momento agora passa a ser o de recolhimento, priorizando o bem-estar psicológico da criança. Novos desdobramentos jurídicos seguirão sob segredo de Justiça e sob a tutela da 1ª Vara de Infância e Juventude de Cuiabá.

Certos de que a Justiça está sendo feita pelo melhor interesse da criança, a Ricarte Advocacia Ltda registra ainda os agradecimentos às centenas de mensagens, manifestações e vibrações recebidas.”

Segredo de Justiça

Os processos referentes ao caso Isadora agora tramitam na Vara da Infância e Juventude. Na tarde de ontem, havia a expectativa de realização de uma audiência marcada por Luis Fernando Voto Kirche, juiz da 5ª Vara Especializada da Família, onde os autos iniciaram a movimentação.

A audiência não aconteceu e a juíza Gleide Bispo, via assessoria de imprensa, informou que não comentaria nada sobre o processo porque os autos estão em segredo de Justiça.

A magistrada pediu apenas que a identidade da criança fosse resguardada.

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(Atualizada às 9h03)

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