Justiça

GANHA TEMPO: MP investiga Visual Sistemas após relatórios da Seplag

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Redação

“Entendemos que o Ministério Público irá esclarecer de vez que a Rio Verde foi vítima de uma ação em que a culpa pelos erros estava num sistema operacional implantado por uma empresa terceirizada e que tanto prejuízo causou a nós, administradores, e à população de Mato Grosso.”

Foi assim que o presidente do Consórcio Rio Verde, Émerson Alaer Borges, reagiu ao saber que o Ministério Público de Mato Grosso abriu inquérito após denúnciado Consórcio Rio Verde à época tendo como CEO Osmar Linares Marques -, que acusa a empresa Visual Sistemas Eletrônicos Ltda de cometer as mesmas irregularidades que a fizeram sair do comando das unidades do Ganha Tempo também em Minas Gerais, onde implementou o mesmo sistema para o mesmo serviço naquele estado.

Conforme noticiou o site “Ponto na Curva”, especializado em várias áreas do Direito, o inquérito foi aberto em março deste ano e é conduzido pelo promotor de Justiça Clóvis de Almeida Júnior, da 36ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá.

Para o consórcio, que administrava as unidades do Ganha Tempo, tudo deve ser esclarecido a partir dessas investigações.

Em São Paulo, administramos, há 16 anos, um terço das unidades lá chamadas de Poupatempo. E nos últimos oito anos o serviço é considerado o melhor pela população. Trouxemos para cá toda essa expertise. Iríamos com certeza repetir o sucesso paulista…”, diz Emerson Borges.

O que motivou o MP a investigar a Visual Sistemas foram os vários relatórios produzidos pela própria Seplag, durante o tempo que ocupou as unidades.

Neles, a Seplag contabilizou mais de 14 mil irregularidades num curto espaço de tempo, a partir do dia em que ocupou as unidades do Ganha Tempo, em 1º de setembro de 2020, e a produção dos relatórios, 45 dias após a ocupação.

Os relatórios revelam que todas as denúncias que foram feitas contra o Consórcio, inclusive na esfera criminal, seriam na verdade irregularidades provocadas pelo sistema implantado pela Visual, que gerou CPFs duplicados e outros inválidos; registro de mais um serviço no mesmo atendimento, ocasionando atendimentos duplicados; falhas nos registros de atendimentos, levando a vários cancelamentos; não permitia alteração de dados de cidadãos já cadastrados; clientes atendidos no mesmo minuto em unidades diferentes e outras falhas do sistema, recaindo tais erros grosseiros como responsabilidade do consórcio.

Segundo o Rio Verde, o secretário de Estado Basílio Bezerra, antes da ocupação, acusava o Consórcio de cometer crime, mas após assumir as unidades ele troca o termo “crime” e passa a se referir às irregularidades como “anomalias do sistema”.

Além dos relatórios, uma servidora da Seplag registrou ata cartorial, descrevendo como a Seplag instruía os servidores das unidades para depor contra o consórcio, fabricando provas. Funcionários do Ganha Tempo também registraram em delegacias denúncias contra fiscais da Seplag pela forma como pressionavam para testemunhar contra o consórcio Rio Verde.

Entramos em contato com o Ministério Público, mas não obtivemos nenhum retorno. Assim que o MP se pronunciar sobre o andamento das investigações, a notícia será atualizada.

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25 de abril de 2026 21:55