Um acidente de trânsito registrado em março deste ano pode ter sido o estopim para o assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos, em Várzea Grande. Ela foi executada a tiros na manhã da última quinta-feira (11), enquanto seguia para o trabalho.
O acidente que virou disputa judicial
O caso começou com uma colisão entre o carro de Rozeli, um caminhão-pipa e uma moto. O veículo pesado pertencia à empresa de fornecimento de água potável do policial militar Raylton Mourão e da esposa dele, Aline Valando Kounz. Segundo testemunhas, o caminhão teria avançado a preferencial, forçando Rozeli a frear bruscamente e resultando no impacto com um motociclista.
Sem conseguir chegar a um acordo direto com o casal, a personal acionou a Justiça. Na ação, pedia reparação por danos materiais e morais avaliados em até R$ 9,6 mil. A audiência de conciliação estava marcada para a próxima terça-feira (16), no 1º Juizado Especial de Várzea Grande.
Relembre o caso
Na manhã do crime, Rozeli foi surpreendida no bairro Canelas. Uma câmera de segurança registrou o momento em que dois homens em uma moto passaram pelo local às 6h22. Três minutos depois, a personal trainer apareceu com o carro em movimento e foi perseguida. Os criminosos abriram fogo, atingindo a vítima com ao menos cinco disparos. Em seguida, fugiram.
Rozeli morreu dentro do veículo. Ela estava a caminho da academia onde trabalhava.
Investigações
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conduz as investigações. O PM Raylton Mourão e sua esposa, Aline, são apontados como principais suspeitos e estão foragidos. Até o momento, a polícia não conseguiu localizá-los.





