Casais oficializam união no primeiro casamento comunitário LGBT de Mato Grosso

Alguns dos casais que participam do grande casamento, já estão juntos há mais de 20 anos

Com o esforço de ativistas dos Direitos Humanos, voluntários e empresas parceiras, o primeiro casamento comunitário LGBT de Mato Grosso será realizado no dia 28 de junho, em Cuiabá. À ocasião, casais homoafetivos se reúnem para oficializar a união e celebrar o amor e a diversidade.

“Teremos casais que estão juntos por mais de 20 anos e só agora irão oficializar! Isso significa ter direitos civis; direito a pensão, plano de saúde, adoção. Direitos que todo heterossexual têm”, destaca Josiane Marconi, coordenadora do coletivo “Mães pela Diversidade de Mato Grosso”, um dos idealizadores do evento.

Josi, como é chamada, explica que o local e horário, bem como o número de inscritos para cerimônia, não serão revelados para preservar a intimidade dos casais: “é um casamento coletivo porque serão vários noivos, mas a cerimônia e a recepção não são abertas, como em todo casamento”.

Esforço voluntário e coletivo

O primeiro casamento LGBT comunitário é uma iniciativa do Conselho Municipal de atenção à Diversidade Sexual, composta por membros do coletivo “Mães pela Diversidade” e “Livremente”. Para viabilizar a celebração, que é voltada à casais de baixa renda, os organizados contam com parceiros, como o Buffet Rose Capriatta e a loja Véu de Noiva.

Presidente do Mães pela Diversidade, Josi Marconi (Foto: Pedro Ivo)

“O evento está sendo realizado com muitas parcerias de pessoas físicas e empresas que realmente se preocupam com os direitos humanos, porque existem aquelas que se dizem envolvidas com o movimento LGBT, mas só querem o pink money e na hora de ajudar, colocam um milhão de empecilhos”, afirma Josi.

Ela explica ainda que a maioria dos profissionais envolvidos na cerimônia são voluntários: “maquiadores, fotógrafos e cabeleireiros estão mobilizados para que este casamento seja possível. Uma equipe grande”, ressalta.

Quebrando tabus

Josi revela que a iniciativa celebrada por muitos, ainda enfrenta importantes desafios.

“Inicialmente tivemos muita procura para informações, mas muitas pessoas ficaram receosas em participar de um evento com tanta publicidade. Temos casais que vão se casar, mas não vão participar de nada da celebração, por medo de possíveis retaliações no trabalho, por exemplo”.

Apesar da LGBTfobia, que só passou a ser criminalizada no país na última quinta-feira (13), após duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF), a ativista acredita que a cerimônia abra portas para novas iniciativas ao contribuir com a visibilidade da demanda.

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