Candidatos a prefeito de Cuiabá acumulam dívida de R$ 7 milhões

Emanuel Pinheiro (MDB) e Roberto França (Patriotas) são os únicos candidatos que gastaram mais do que receberam até o momento

(Fotos: Ednilson Aguiar/ O Livre e Reprodução)

Os candidatos a prefeito de Cuiabá chegaram à reta final da campanha com dívidas que, juntas, chegam a R$ 7 milhões. Os gastos são principalmente com material de publicidade e propaganda. 

Conforme a atualização mais recente do Divulga Contas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Emanuel Pinheiro (MDB), Gisela Simona (PROS) e Roberto França (Patriotas) foram os únicos candidatos a ultrapassar, até o momento, a faixa de R$ 1 milhão em doações. 

Pinheiro e França são os únicos que gastaram mais do que tinham em caixa para pagar. O saldo vermelho é maior para o candidato à reeleição Emanuel Pinheiro; ele informou à Justiça Eleitoral doação de R$ 1,1 milhão e já gastou R$ 4,6 milhões. 

A maior fatia da dívida (21,4%) corresponde à produção de programa para rádio e TV, que custou R$ 1 milhão. Atividades de militância e mobilização de rua custaram R$ 848 mil (18,5%). 

Roberto França já acumulou dívida de campanha de R$ 1 milhão, mesmo com caixa de R$ 586 mil. A produção do programa para TV e rádio corresponde a 45,4% dos gastos, com R$ 499 mil destinados. A contratação de advogados gerou R$ 150 mil de dívidas.  

Gisela Simona, a candidata com maior arrecadação (R$ 1,5 milhão) foi a que gastou menos entre esses três. Prestou contas, até o momento, de R$ 818 mil em dívidas de campanha. 

Contratos de serviços terceirizados e doações a candidaturas de apoiadores têm quase o mesmo peso nas dívidas. Com o primeiro foram 208 mil (25%) e com o segundo R$ 201 mil (24%). 

A última prestação de contas deve ser enviada até o dia 25 deste mês ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). 

Campanhas magras 

Neste ano, curiosamente, todos os candidatos gastaram menos do que o limite máximo estipulado para o cargo. Pela regra da Justiça Eleitoral, a conta de campanha está limitada a R$ 10,2 milhões. 

Paulo Henrique Grando (Novo) teve a campanha com menor arrecadação. Ele informou até o momento à Justiça Eleitoral a entrada de R$ 66,6 mil e teve gasto de R$ 48 mil.

Gilberto Lopes Filho (Psol) arrecadou R$ 71 mil e gastou apenas R$ 4 mil. Julier Sebastião (PT) recebeu R$ 390 mil e contratou R$ 166 mil; Abílio Junior (Podemos) arrecadou R$ 411 mil e gastou R$ 332 mil. 

Todos os oitos candidatos têm a direção nacional de seus respectivos partidos como a principal fonte de recursos. 

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