Em Cuiabá, caminhoneiros pedem apoio da população para aumentar movimento

    Movimento pretende ampliar as pautas já conquistadas com a greve que atinge o transporte rodoviário em todo o país

    (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

    Os caminhoneiros parados na entrada de Cuiabá mobilizam um protesto no final da tarde desta terça-feira (29). O movimento pretende ampliar as pautas já conquistadas até o momento com a greve que atinge o transporte rodoviário em todo o país.

    Caminhões transportando remédios e animais vivos são liberados, mas aqueles que transportam combustível são barrados. Motoristas narraram à reportagem que, mesmo com escolta do Exército, um caminhão-tanque foi parado à força durante a tarde de hoje. Existe notícia de que outro caminhão carregado com combustível e escoltado deve chegar ao bloqueio, no começo da noite, vindo de Rondonópolis.

    Membros de movimentos organizados como o Direita MT estão no local e defendem que somente caminhões com produtos destinados às exportações sejam barrados.

    Diversos manifestantes entrevistados pelo LIVRE consideram que apenas uma renúncia do presidente da República, Michel Temer (MDB), deve desmobilizar os caminhoneiros. Diversos deles ainda pedem uma intervenção militar.

    Felipe Sander, motorista de Uber, aderiu aos protestos e defende que seja feito um “acordo honesto”. “Não dá para tirar R$ 0,46 do diesel e colocar em outro lugar, colocar na gasolina”, disse. “Vai melhorar para todo mundo, para toda a população, até mesmo para os taxistas, que deveriam estar aqui”.

    Caminhoneiro desde os 15 anos e hoje com 35 anos de idade, Elias Olegário conta que passou por dificuldades nos últimos anos. Ele chegou a ter dois caminhões operando no transporte de cimento na região de Cuiabá. Com a crise econômica, vendeu os dois e voltou a trabalhar para uma transportadora. “A crise veio corroendo a gente. É muita lei, muita burocracia”, apontou.

    Depois que o Governo Federal editou três medidas provisórias e reduziu o valor do diesel por 60 dias, as pautas do movimento se diversificaram. Redução de impostos e da máquina pública, melhoria no asfalto das rodovias, redução dos pedágios, redução no custo da alimentação, aumento do salário mínimo e até saúde de melhor qualidade estão na pauta dos manifestantes.

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