Caixa 2: Selma diz que decisão do TRE teve vícios e influência política

Senadora disse estar "absolutamente tranquila" de que vai reverter a cassação do mandato

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em sua primeira entrevista depois da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) que cassou seu mandato por abuso de poder econômico e prática de caixa 2, a senadora Selma Arruda (PSL) disse estar “absolutamente tranquila” de que vai reverter a situação quando o caso chegar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez que o julgamento lá ocorrerá “sem essa influência política e esses vícios que cercaram a decisão de primeira instância”.

Essa não é a primeira vez que a senadora levanta suspeitas sobre a decisão da Corte mato-grossense. Dias antes do julgamento, Selma afirmou que o relator do caso, desembargador Pedro Sakamoto teria antecipado seu voto. A defesa chegou a pedir a suspeição dele no processo.

Antes de o caso ir para o TSE, entretanto, a senadora ainda aguarda o julgamento de um recurso protocolado no último dia 29, na própria Corte Regional. Nele, a defesa de Selma questiona possíveis omissões dos magistrados de Mato Grosso como, por exemplo, a negativa de arrolamento de algumas testemunhas.

No TSE, Selma Arruda afirma que sua tese de defesa será a mesma, ou seja, de que não houve prática de caixa 2. Segundo ela, os gastos não declarados em sua campanha só não foram incluídos na prestação de contas porque ocorreram antes do período eleitoral.

“Eles pegaram gastos de março e abril para colocar dentro da minha prestação de contas. Nenhum outro candidato prestou contas do que fez em março, abril, em maio. Aí eles consideraram que eu não prestei contas, que eu cometi caixa dois”, criticou a senadora.

‘Pré-candidatos’

Selma Arruda também comentou o fato de que alguns políticos já se apresentam como “pré-candidatos” à vaga dela no Senado. “Eu acho até graça”, disse a senadora parafraseando o ex-governador Pedro Taques (PSDB), apontado como um desses eventuais candidatos:  “Estão dividindo a herança de defunto vivo”.

O primeiro a se colocar nessa condição foi o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que é um dos autores do processo que gerou a cassação de Selma Arruda. Parte do processo que tramita no TRE-MT, ele chegou pedir para assumir a vaga de senador enquanto uma nova eleição não fosse realizada. O pedido, no entanto, foi rejeitado por maioria da Corte eleitoral.

Na lista, ainda são ventilados os nomes de Pedro Taques e do ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB). Já o ex-governador Júlio Campos (DEM) sustenta que bases do interior do Estado também clamam por seu nome numa eventual disputa. Outros partidos já organizados seriam o Cidadania e o PPL.

Dentro do próprio PSL já haveria uma movimentação para o lançamento do deputado federal Nelson Barbudo para a vaga de Selma Arruda. Ao ser questionada sobre isso, a senadora afirmou que o correligionário “falou que pode ser candidato, não no sentido de querer o meu cargo, mas no sentido de que o PSL não fica sem senador”.

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