Cães em condomínios: procura por adestramento cresce em Cuiabá

Condomínios não podem te proibir de ter um bichinho, mas ele não pode incomodar o vizinho

(Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

Há dois meses, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que condomínios residenciais não podem proibir que moradores tenham animais domésticos em suas casas, desde que eles não ofereçam nenhum risco à saúde dos condôminos.

As proibições já foram mais comuns, principalmente pelo incômodo que um animal pode oferecer para quem não está acostumado. Mas em prédios como o que o síndico Samerson Paes é responsável, isso nunca aconteceu.

Lançado em 2010, o residencial localizado no bairro Coophema possui 288 apartamentos divididos em seis blocos. Logo, a quantidade de animais no local também é grande.

Os animais podem circular no condomínio, salvo em áreas como a piscina e a churrasqueira. Os passeios são mais comuns de manhã cedo ou no início da noite.

A convivência entre moradores e pets é tranquila, mas Samerson admite: de vez em quando recebe reclamações, geralmente vindas de pessoas incomodadas com o barulho ou com as fezes dos animais.

“Uma das maiores reclamações é quanto às fezes do cachorro. Ainda existem donos que não recolhem os dejetos dos seus animais. Alguns ainda deixam eles fazerem xixi em locais proibidos, como nas lixeiras. Outras reclamações são, por exemplo, do animal que fica latindo e o dono não faz nada para impedir”, contou.

Cadê a solução?

Mas será que existe um jeito de impedir que o pet faça barulho? Segundo o adestrador Otawio Pedroso, sim, é possível.

Há cinco meses ele trabalha com adestramento de cães, em especial na parte comportamental dos bichos, e garante que a procura pelo serviço é grande.

“Várias pessoas que têm cães em condomínios me procuram para ter um cão mais calmo, que não late, que não dá problema. Trabalho com os problemas comportamentais, o que melhora essa convivência dentro de condomínios. Ajuda a diminuir os latidos, diminuindo o  incômodo do vizinho na hora do passeio, fazer xixi e cocô no local certo e outras coisas”.

Otawio logo percebeu que o serviço era bastante procurado e que, em Cuiabá, poucos profissionais atuavam nessa área. Decidiu, então, fazer cursos e se especializar.

A profissão de adestrador ainda não é regulamentada no Brasil. Quem deseja atuar nessa área precisa buscar cursos e especializações para aprender o ofício. Segundo Otawio, não  faltam clientes.

“Conheço poucos adestradores, principalmente que trabalhem com a parte comportamental como eu. Tanto é que a procura está sendo grande aqui em Cuiabá”, ele pontua.

Melhor chamar o adestrador

Com um parceiro, ele criou o Instagram “Melhor Chamar o Adestrador”, que mostra um pouco do trabalho que eles fazem com os pets.

E não só com os pets: os donos dos animais participam da dinâmica que ele chama de “aulinha”, afinal as práticas ensinadas por ele vão beneficiar tanto dono quanto o animal.

 

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Hoje é o aniversário do nosso adestrador @saviomagnani . Parabéns!! 🎈🐶 . @lilomochileira

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Como um adestrador comportamental, Otawio resolve diversos tipos de problemas: latidos que incomodam os vizinhos, necessidades fisiológicas dos bichinhos que moram em apartamentos e até o problema que não é bem do pet, mas do dono: a dificuldade de impor limites.

“Algumas pessoas veem o cachorro fofinho, costumam mimar muito e acabam tendo dificuldades de impor limites de convivência. Tem gente que tem dó de falar não para o cachorro e até isso a gente procura ensinar também”, explica.

Quer saber como?

Otawio interrompeu uma de suas “aulinhas” para atender a equipe do LIVRE e dar algumas dicas. Confira:

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