BRT terá os mesmos dois “eixos” do VLT, mas governo diz que poderá ser ampliado

Estudo prevê ao menos cinco possibilidades de linhas fora da rota principal, que poderiam ser incluídas pelos municípios

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O traçado do BRT (Bus Rapid Transit) deve seguir as mesmas direções previstas para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O primeiro percurso previsto está entre a entrada do bairro Tijucal e o fim da rua Coronel Escolástico, em Cuiabá, percorrendo a maior parte da Avenida Fernando Corrêa da Costa. 

O segundo começa no bairro CPA, em Cuiabá, e vai até o aeroporto Marechal Rondon, centro de Várzea Grande. Eles circularão por faixas exclusivas em paralelo com canteiros centrais.  

Contudo, segundo o Governo de Mato Grosso, o modelo fica aberto para integração às redes municipais de transporte coletivo.

O estudo do governo mostra que a rota do VLT ficaria limitada aos traçados principais e transformaria o centro de Cuiabá – entre o Morro da Luz e a Praça Bispo Dom José – no eixo de embarque e desembarque de passageiros. 

Esse fluxo de usuários seria formado principalmente por pessoas que moram nas áreas periféricas do centro urbano, bairros que possuem o maior potencial de passageiros do transporte municipal em Cuiabá.   

A limitação seria determinada pela própria modalidade do VLT, que depende de uma rede elétrica externa para o deslocamentos dos bondes e a instalação dos trilhos. 

“O BRT tem um conflito baixo para integração ao sistema regulatório de ônibus. Ele pode ser incorporado ao sistema de ônibus já vigente com baixo risco de complexidade. O VLT é um sistema operado por serviço especializado que não é o mesmo que em Cuiabá e Várzea Grande”, disse o governador. 

A ilustração apresentada no estudo para a ampliação da rede usa a região centro-norte de Cuiabá como referência. O traço dois poderá ser expandido para a avenida Getúlio Vargas em direção ao bairro Goiabeiras; na direção dos bairros CPA 3 e Dr. Fábio; e ainda para a região do Osmar Cabral, Tijucal, Pedra 90 e Nova Esperança. 

Em Várzea Grande, o BRT teria rota nos bairros Cristo Rei e Unipark; Água Vermelha, São Mateus e Jardim Itororó. Essa possibilidade deixaria em aberto a criação de ao menos cinco novas rotas, fora do traçado principal. 

“Ampliar o BRT é construir cinco quilômetros a mais de via exclusiva, não envolve sistemas complexos. Há dezenas de empresas em Mato Grosso para fazer esse serviço”, disse Mendes. 

A previsão do governo é comprar 54 ônibus elétricos, incluindo os de reserva, para colocar em funcionamento o traçado do BRT ao final das obras. A quantidade de carros aumentaria de acordo com a expansão da rede.

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