Brasileiros já consideram 2021 o ano mais estressante de todos os tempos

Se você se sentiu preso e sem rumo ao longo desse ano, saiba que não foi o único. Pesquisa mostra que pessoas de 13 países sentiram o mesmo

(Foto de Inzmam Khan no Pexels)

Os brasileiros consideraram 2021 o ano mais estressante de todos os tempos. É o que afirma um estudo da Oracle e da Workplace Intelligence, uma empresa de consultoria e pesquisa de RH.

A pesquisa foi feita globalmente com mais de 14,6 mil pessoas em 13 países, incluindo o Brasil, e descobriu que elas se sentem presas em suas vidas e, embora haja motivação para fazer mudanças, os desafios são grandes.

A quantidade de pessoas que sentem pouco ou nenhum controle sobre suas vidas pessoais e profissionais triplicou desde o início da pandemia. Elas notaram que perderam o controle sobre suas vidas pessoais (44%); carreiras (40%) e relacionamentos (38%).

O estudo aponta ainda que 91% dos entrevistados foram impactadas negativamente no último ano, sofrendo de declínio da saúde mental (34%); passando por muitas dificuldades financeiras (31%) e sofrendo com a falta de motivação para a carreira (30%).

2020, o ano da reflexão

Uma explicação para esse “fenômeno” de insatisfação pode estar no fato de que 98% dos entrevistados disseram ter usado 2020 para refletir sobre suas vidas. O resultado disso foi que 96% constararam que o significado do sucesso mudou desde a pandemia.

  • 54% querem mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional
  • 48% querem saúde mental
  • 33% acreditam precisar de flexibilidade do local de trabalho

Diante desses números, 82% se sentem presos profissionalmente. Essa “prisão” tem dois principais motivos: para 29% ocorre porque estão muito sobrecarregados para fazer qualquer mudança e, para 26%, porque sentem não ter oportunidades para progredir na carreira que escolheram.

Esse sentimento de não poder trocar de trabalho causou mais estresse e ansiedade para 54% das pessoas que participaram do estudo. E tem contribuído, no caso de 29%, para que se sintam presos também na vida pessoal.

(Foto de Pedro Figueras no Pexels)

2022, o ano da mudança

Em 2022, o desenvolvimento profissional é a prioridade para a maior parte dos entrevistados na pesquisa. E muitos estão dispostos a abrir mão de benefícios importantes, como férias (61%); bônus monetários (61%) e até mesmo parte de seu salário (35%) para ter mais oportunidades no trabalho.

No caso dos brasileiros, 94% estão prontos para fazer uma mudança em suas carreiras no próximo ano. Porém, 74% disseram que estão enfrentando grandes obstáculos.

Os maiores obstáculos incluem instabilidade financeira (25%); não ver oportunidades de crescimento em sua empresa (16%), não saber que mudança de carreira faz sentido  (12%) e não se sentir confiante o suficiente para fazer uma mudança (12%).

(Com Assessoria)

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