Carregando...
Crônicas Policiais

Brasil reafirma combate à violência contra a mulher em conferência das Nações Unidas

Foto de Thomas Eliton
Thomas Eliton

A participação do Brasil na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW70), maior reunião anual da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a igualdade de gênero e direitos das mulheres, demonstra esforço público na discussão em torno do combate à violência contra mulheres no país.

A avaliação é da coordenadora-geral da organização brasileira Criola, Lúcia Xavier, que está em Nova York para o evento. A conferência, que ocorre até 19 de março, conta com a participação de altos representantes da ONU, Estados-membros, ONGs, ativistas, jovens e setor privado.

Lúcia considera que, para além da construção de um marco legal, é importante articular governo e sociedade na construção de soluções para o enfrentamento da violência contra a mulher.

“Certamente esses marcos [legais] já estão postos [no Brasil], desde a construção da Lei Maria da Penha e, depois, a Lei do Feminicídio. Mas, na prática, ainda não tomaram pé na sociedade. Ainda não tem uma sociedade refletindo, criando processos de proteção social, enfrentando o debate do patriarcado e do machismo”, disse a especialista, ressaltando os altos índices de feminicídio e violência sexual.
As discussões, no âmbito do evento mundial, afirma Lúcia, contribuem para o desenvolvimento de medidas e mecanismos de enfrentamento ao problema no país.

“A gente [costuma dizer] que é uma epidemia [de violência], mas é mais do que isso. Uma epidemia exige controles públicos e sociais, mas isso é mais que uma epidemia”, alertou.

“É um crime que vem sendo praticado com muita impunidade e com pouco reforço dos órgãos públicos, no sentido do controle social. É um prejuízo enorme para as mulheres, que já vivem a situação de vulnerabilidade e também de insegurança nos seus relacionamentos, no seu trabalho, na sua vida como um todo”, disse Lúcia.

Estados Unidos
Lúcia relatou à Agência Brasil que, em meio às tensões nas negociações, propostas dos Estados Unidos que representariam retrocessos no documento final da conferência foram barradas durante a plenária que aprovou o texto.

Alguns dos temas questionados pelos Estados Unidos na votação das conclusões acordadas referiam-se ao direito ao aborto, à identidade de gênero e ao uso do termo “interseccionalidade”.

“Isso fez com que, em algum momento, a gente imaginasse que o documento perderia a qualidade e alguns avanços muito importantes. Não vai ser um documento de consenso, mas a primeira votação não aceitou as indicações [trazidas pelos Estados Unidos]”, contou.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Veja vídeo! Boêmios eternizados entram na torcida pelo Brasil em Cuiabá

Estátuas de personalidades históricas de Cuiabá foram flagradas usando camisas da Seleção Brasileira nesta terça-feira (02)
Economia

Após 20 anos, China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e abre mercado para carne com osso

Decisão histórica alavanca exportações de produtos bovinos e suínos. Anúncio foi feito nesta terça-feira (2) durante visita do ministro das Relações Exteriores a Pequim
Economia

Petrobras adere a subsídio do Governo, mas sobe preço na mesma proporção e anula desconto

Estatal ofereceu abatimento de R$ 1,12 pelo litro do diesel, mas anunciou reajuste no mesmo valor. Manobra mantém o preço congelado em R$ 3,30 para as distribuidoras
Geral

Brasil registra 150 mil casos de violência contra população de rua em 10 anos; 70% não pedem ajuda

Estudo da UFMG revela que números oficiais são apenas a ‘ponta do iceberg’. Pretos, pardos e jovens são as principais vítimas de agressões nos espaços urbanos