Brasil no vôlei: conquistas inéditas na Superliga e presença certa em Tóquio 2020

As brasileiras foram as primeiras a conquistarem a vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

A seleção brasileira feminina de vôlei é campeã sul-americana pela 21ª vez sendo a 13ª consecutiva. Neste domingo (01.09), o Brasil venceu a Colômbia na decisão por 3 sets a 0 (25/22, 25/23 e 25/20), em 1h25 de jogo, em Cajamarca, no Peru. A equipe do treinador José Roberto Guimarães terminou a competição com cinco vitórias em cinco jogos e apenas um set perdido. (Divulgação/CBV)

A principal conquista do ano para o vôlei brasileiro foi assegurar a presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, no Japão. A classificação foi garantida em torneios Pré-Olímpicos feminino e masculino.

As brasileiras foram as primeiras a conquistarem a vaga no início de agosto: elas derrotaram na final a seleção da República Dominicana, com vitoria no tie-break, por 3 sets a 2, em partida realizada em Uberlândia (MG).

Poucos dias depois, foi a vez de a seleção masculina, atual campeã (Rio 2016), carimbar o passaporte rumo a Tóquio. O Pré-Olímpico foi em Varna (Bulgária) e a classificação heroica na grande final, diante da equipe da casa, que contava com a torcida a seu favor.

O time brasileiro, comandado pelo técnico Renan Dal Zotto, começou perdendo por 2 sets a 0, mas se superou em quadra e conseguiu virar o placar contra a Bulgária: emplacou 3 sets a 2, sacramentando a classificação para a olimpíada no Japão.

Brasil vira o jogo contra a Bulgária e está garantido em Tóquio,Seleção masculina de vôlei
Brasil vira o jogo contra a Bulgária e está garantido em Tóquio,Seleção masculina de vôlei – Divulgação FIVB

Outra virada histórica da seleção masculina aconteceu em setembro, na final entre Brasil e Argentina, valendo o título do Campeonato Sul-Americano, disputado em Santiago (Chile). A equipe hermana abriu 2 sets a 0 em cima dos brasileiros mas, a partir da terceira parcial, a história do jogo mudou, com alterações na escalação feitas por Dal Zotto.

O Brasil conseguiu igualar o placar e no set final salvou quatro match points, selando a vitória por 3 sets a 2. Com o triunfo, o Brasil manteve a supremacia no sul-americano: foi a 32ª conquista brasileira em 33 edições. O único ano sem títulos foi em 1964, em Buenos Aires, quando o país não participou do torneio.

E pra fechar o ano com chave de ouro, a equipe masculina conquistou de forma invicta, e com uma rodada de antecedência, seu terceiro título na Copa do Mundo de Vôlei. Na penúltima partida da competição, disputada em outubro, em Hiroshima (Japão), a seleção brasileira derrotou a equipe dona da casa por 3 sets a 1, alcançando 100% de aproveitamento. Um título até então inédito para Renan Dal Zotto, que assumiu o comando do time após a Rio 2016.

Na Copa do Mundo Feminina, em Sapporo (Japão), o Brasil encerrou sua participação em quarto lugar. Mas fez bonito no Campeonato Sul-Americano, realizado na cidade de Cajamarca (Peru). A seleção, comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, faturou o 13º título consecutivo ao derrotar a Colômbia por 3 sets a 0.  Foi a 21ª vez que o Brasil se sagrou campeão na história do torneio.  

Performance dos clubes

O ano começou bem para o Cruzeiro, que conquistou em janeiro o tetracampeonato da Copa Brasil de Vôlei Masculino ao bater o Minas, por 3 sets a 0, na cidade de Lages (SC). No entanto, em maio, o time de vôlei da Raposa, pentacampeão da Superliga, perdeu a hegemonia no principal campeonato nacional da modalidade. O Taubaté, equipe do Vale do Paraíba, interior paulista, faturou pela primeira vez o título da Superliga após vencer o Sesi-SP, por 3 sets a 1, fechando a série decisiva (cinco jogos) por 3 a 2.

TAUBATE , SESI-SP, SUPERLIGA DE VOLEI MASCULINO 2019
TAUBATE , SESI-SP, SUPERLIGA DE VOLEI MASCULINO 2019 – Renato Antunes | Maxx Sports Brasil

Comandada pelo técnico Renan dal Zotto, também treinador da seleção brasileira, a equipe do Taubaté teve vários integrantes convocados este ano para integrar a equipe canarinho, como os ponteiros Lucarelli e Douglas Souza; os centrais Lucão e Otávio; e ainda o líbero Thales.

Na Superliga feminina, também teve novidade: após um jejum de 17 anos, o Minas voltou a levantar a taça depois de uma vitória de virada sobre o Praia Clube, de Uberlândia. A equipe do treinador italiano Stefano Lavarini ganhou por 3 sets a 1, encerrando a série final em 2 a 0.

Foi o quarto título da história do Minas na Superliga. Este ano o time conquistou ainda o Sul-Americano de Clubes, garantindo presença no Mundial de Clubes de Vôlei. Quatro jogadoras do time integram a seleção brasileira: a líbero Léia, a levantadora Macris, a ponteira Lana e a oposta Sheilla.

No início de dezembro, a equipe masculina do Cruzeiro foi vice-campeã do Mundial de Clubes de Vôlei, que reúne a elite do vôlei. O time mineiro enfrentou na final o Lube Civitanova, atual campeão europeu, que conta no elenco com Bruninho e Leal, jogadores da seleção brasileira.  A equipe italiana levou o título após vencer o time mineiro por 3 sets a 1.

 CRUZEIRO É VICE-CAMPEÃO DO MUNDIAL DE CLUBES DE VÔLEI APÓS DERROTA PARA CIVITANOVA
CRUZEIRO É VICE-CAMPEÃO DO MUNDIAL DE CLUBES DE VÔLEI APÓS DERROTA PARA CIVITANOVA – Divulgação/SILVIO AVILA FIBV

Na disputa feminina do Mundial de Clubes, em Shaoxing (China), os dois representantes brasileiros foram o campeão nacional e o vice, Minas e Praia Clube respectivamente. O Minas, do técnico italiano Lavarini, fechou a competição na quinta posição, e o Praia Clube, comandado por Paulo Coco, terminou em sexto lugar.

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