Brasil ganha um aliado com a vitória da China na FAO

Foto: Assessoria

O Brasil, por meio da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina, foi muito assertivo ao apoiar o vice-ministro de Agricultura da China, Qu Dongyu, para ocupar o cargo de diretor-geral da FAO. Mais do que uma estratégia particular de mercado, visto o crescente consumo chinês das commodities agrícolas brasileiras, apoiar a China também fortalece todos os países em desenvolvimento no mercado internacional de alimentos.

Qu Dongyu foi eleito no último dia 23 como diretor-geral da principal entidade da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, com um discurso de justiça e transparência. Sua plataforma de trabalho se aproxima do discurso brasileiro por um comércio internacional mais justo e viável para todas as nações, sobretudo para as que estão em desenvolvimento.

O apoio de Tereza Cristina à China foi anunciado em maio durante uma missão brasileira realizada pela Ásia. Houve até uma certa expectativa de que o Brasil apoiasse o candidato da Geórgia, mas no último sábado a ministra da Agricultura reiterou o compromisso firmado no último mês, durante a viagem à China.

O IMAC (Instituto Mato-Grossense da Carne) integrou parte da comitiva justamente com foco no mercado chinês para nossa carne e, na época, o apoio foi considerado imprescindível para aproximar os países e estreitar os laços diplomáticos com o governo.

Com a confirmação do apoio e eleição do vice-ministro chinês como diretor-geral da FAO, cresce a expectativa brasileira com relação à habilitação de mais plantas frigoríficas para exportar à China. Fora isso, a demanda aquecida por proteína em decorrência da crise de abastecimento devido à gripe suína deve contribuir para acelerar o processo de ampliação do mercado.

O governo chinês se comprometeu em anunciar, até o final de junho, a habilitação de pelo menos 20 das 30 unidades frigoríficas enviadas pelo Mapa como aptas à exportação. Atualmente, Mato Grosso possui apenas uma planta habilitada pela China e, mesmo assim, este é o nosso terceiro maior mercado.

Enquanto aguardamos a ampliação das exportações para a China, o IMAC atua para fortalecer o setor com a aproximação com diferentes países consumidores, um trabalho que envolve produtores rurais, indústrias, governo e os consumidores e potenciais compradores da nossa carne.

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