Brasil: 77% dos professores não se sentem valorizados

Pesquisa mostrou que esse sentimento em nada tem a ver com o orgulho pelo ofício e nem está tão relacionado aos baixos salários

(Foto: Freepik)

Eles sabem do seu papel na sociedade, sentem orgulho disso e estão realizados na profissão. Por outro lado, 77% dos professores brasileiros acreditam que não são valorizados e 74% afirmam que sequer são respeitados pela sociedade em geral.

Os dados são da pesquisa “Valorização da carreira docente: um olhar dos professores”, realizada neste mês pelo Instituto Península. Foram ouvidos mais de 1,1 mil professores de todas as regiões do país com o objetivo de descobrir qual o nível de satisfação a profissão.

Os dados revelaram que 97% deste profissionais reconhecem que exercem um papel importante para a transformação social. E que 9 em cada 10 sentem orgulho em falar que são professores. Além disso, a maioria se sente motivada (68%), realizada profissionalmente (69%) e respeitada pelos colegas de profissão (80%).

Para se sentirem mais valorizados, 99% deles afirmaram que é preciso melhorias na carreira e nas condições de trabalho. Outros 82% acreditam que não ganham salários condizentes com a complexidade da profissão, mesmo assim, a remuneração não é um aspecto principal para que se sintam mais ou menos valorizados.

E apesar de tudo isso, a maioria não se arrepende de ter escolhido a profissão (66%) e a recomenda como carreira para seus alunos (66%).

Níveis de satisfação

A pesquisa revelou ainda que 47% dos professores estão satisfeitos com a profissão. Esses níveis, no entanto, variam de acordo com a rede de ensino em que atuam e o nível dos alunos.

As melhores notas de satisfação foram apontadas por professores da rede municipal (6,2), seguidos pela rede privada (5,8). Por último apareceram os da rede estadual (5,3).

Entre os níveis de ensino, as melhores notas foram dadas por professores da Educação Infantil (6,5), seguidos dos anos iniciais do Ensino Fundamental (6,0), anos finais do Ensino Fundamental (5,8) e, por fim, os do Ensino Médio (5,7).

A pesquisa chegou, então, a um “score” de -29,8. Considerando uma régua de satisfação que vai de -100 a + 100, isso significa que a carreira de docente no Brasil está numa “zona crítica”.

(Com Assessoria)

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