Botelho pode criticar porque nos ajudou a chegar aqui, diz Taques

Ednilson Aguiar/O Livre

Governador Pedro Taques durante Expoagro 2017

Eduardo Botelho e Pedro Taques protagonizaram troca de farpas

O governador Pedro Taques (PSDB) minimizou as declarações ríspidas trocadas na semana passada com presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), por meio da imprensa. Ele disse conversou com o deputado depois das críticas. Ambos alinharam o discurso e reafirmaram a aliança, inclusive marcando um jantar com a base aliada na casa do deputado.

“[Foi uma conversa] absolutamente tranquila”, afirmou o tucano, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (7). “Uma conversa entre duas pessoas que são amigas. E eu sou amigo do Botelho”, completou.

Na quinta-feira (3), o presidente chamou o governo de incompetente por demorar a enviar alguns projetos de lei. No sábado (5), Taques rebateu dizendo que a incompetência poderia ser de Botelho, pois ele também faz parte do governo. Nesta segunda, o tom de ambos foi mais ameno.

“Botelho tem toda a legitimidade para fazer críticas porque ele nos ajudou a chegar aqui”, disse Taques. Ele declarou ainda que não havia nenhum problema entre os dois para ser resolvido. “Não está tudo resolvido porque nunca teve nada estragado. Está tudo normal”, completou o governador.

“Não está tudo resolvido porque nunca teve nada estragado. Está tudo normal”

Na manhã desta segunda-feira, Botelho afirmou à imprensa que já havia se entendido com o governador e que inclusive ofereceria o jantar da base aliada na sua casa. Ele disse que as críticas foram apenas uma “cutucadinha para as coisas andarem”.

Taques lembrou que terá uma reunião com a sua base aliada na quarta-feira para tratar de projetos de interesse do governo, como o Teto de Gastos e outras questões. Ele disse que os projetos que serão enviados “no momento apropriado”, sem dar prazos.

Pagamentos em atraso
Outro ponto cobrado pelos deputados e que deve ser debatido na reunião é o pagamento das emendas parlamentares. Segundo Botelho, nenhuma emenda deste ano foi paga.  

Questionado se havia uma previsão de pagamento, o governador respondeu positivamente. “Sim”, limitou-se a dizer, sem dar prazo. “As emendas parlamentares são direito dos parlamentares”, completou.

Taques informou também que vai renegociar o pagamento dos repasses atrasados do duodécimo dos outros Poderes. “Devemos fazer uma nova negociação porque o Estado de Mato Grosso não é só o Poder Executivo e todos têm que dar sua contribuição”, disse.

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