Bolsonaro, uma faca e a imbecilidade desarmamentista

Malemá as notícias desencontradas sobre a tentativa de homicídio perpetrada contra Jair Bolsonaro estampavam os portais e causavam reboliço nas redações, surgiram os vampiros do desarmamento, aqueles que, sentido cheiro de sangue inocente, se alvoroçam e começam a soltar suas pérolas de esterco. Muitos deles apagaram as postagens e se desculparam, mas alguns, sem qualquer decência, continuaram afirmando absurdos. Exemplo disso foi Marina Silva, que em entrevista disse: “’Deus o livre aquela pessoa tivesse uma arma de fogo”.

Muito difícil acreditar em uma legítima preocupação da candidata. Sua frase contém somente uma ácida crítica ao posicionamento de seu antagonista, que defende a posse e o porte de armas para os cidadãos brasileiros. Há ali, além da má-fé, um total descolamento da realidade do país, onde milhares de pessoas são assassinadas todos os anos com o uso de armas ilegais; onde traficantes circulam aos bandos portando e ostentando seus fuzis e onde em quaisquer dessas chamadas “Feiras do Rolo” se pode comprar uma arma ilegal sem nenhuma burocracia.

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O crime foi premeditado, o autor poderia ter conseguido uma arma ilegal para perpetrar o ataque. Então por que raios não o fez? Minha tese é de que ele queria algo absolutamente pessoal e, acreditem, espetar uma faca, com a própria mão, na barriga do seu alvo é muito mais pessoal do que desferir um tiro à distância. Basta verificar que a maioria absoluta dos serial killers não utilizam armas de fogo, mas, sim, facas ou até mesmo as próprias mãos, esganando ou sufocando suas vítimas. Era isso que ele queria: Jair Bolsonaro morto pela e em suas mãos.

[featured_paragraph]Há ainda outro ponto a se considerar, que a imprensa ignorou: É PROIBIDO PORTAR FACAS EM MINAS GERAIS! Sim, isso mesmo! Em 2016, o projeto do deputado Cabo Júlio foi aprovado e sancionado pelo governador petista de Minas Gerais. A Lei 22.258 reza em seu primeiro artigo: “Fica proibido o porte de arma branca no Estado”. Oras, oras… Quem poderia imaginar que alguém disposto a matar Bolsonaro descumpria uma lei? Sim, estou sendo irônico. Como cravou Thomas Sowell: “Será que existe alguém que realmente acredita que indivíduos que estão preparados para desobedecer às leis contra o homicídio irão obedecer às leis de desarmamento?”.[/featured_paragraph]

Mesmo que o Projeto de Lei 3.722/12, apresentado pelo deputado Rogério Peninha e apoiado por Jair Bolsonaro, já estivesse em vigor, o assassino não conseguiria comprar legalmente uma arma, uma vez que já possui passagem pela polícia, não comprovaria renda lícita e, convenhamos, dificilmente passaria pelo crivo de um psicólogo. Ah! Isso apenas para ter a posse! Ele teria ainda que requerer o porte e, vejam só, mesmo assim estaria infringindo a lei, uma vez que o porte é vetado em eventos como aquele onde ocorreu o ataque!

Por outro lado, muita gente ali estava armada. Sejam os Policiais Federais que faziam a segurança, sejam policiais de folga e, conhecendo o público do candidato, não duvido que um ou outro civil também estivesse, mesmo infringindo a legislação em vigor. E o que ocorreu? Nada! O autor do atentado foi dominado e preso. Nenhum tiro foi disparado e, pelo que pude ver nas imagens, nenhuma arma sequer foi sacada. O próprio autor confessou, depois de preso, que contava em ser morto ali mesmo. E não foi!

A gravidade do fato é gigantesca; as lições que podemos tirar são proporcionais. Entre elas, que uma faca de cozinha é o suficiente quando se deseja realmente matar alguém; que leis restritivas, como a que proíbe o porte de facas em Minas Gerais, são absolutamente inócuas nestes casos. E, principalmente, que há gente lá fora que pode resolver eliminar você – e aqui não é metaforicamente – simplesmente por não concordar com suas ideias. Ao final das contas, o triste e quase trágico ocorrido só prova que somos nós é que estamos certos, pois impedir que eu ou você tenhamos chance de defesa é inaceitável. Como publicou o cartunista Zappa em seu Instagram: “Os idiotas estão confundindo liberação do porte de armas com o direito de assassinar alguém”.

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Bene Barbosa é especialista em segurança, escritor, presidente do Movimento Viva Brasil, palestrante e autor do best-seller Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento.

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13 COMENTÁRIOS

  1. Brutal, simplesmente Brutal. Verdade nua e crua, sem filtros, sem carinho, sem politicamente correto. Como um texto deve ser. Como uma matéria e um artigo de opinião deveriam ser.
    Super recomendado. Meus parabéns.

  2. Bene, há alguns anos eu tinha um pensamento bem restritos ao armamento por falta de conhecimento. Depois de algumas discuções com meu esposo, que inclusive trabalhou em um club de tiro, tive a compreenção do assunto. Hoje, já cansei de entrar em discuções na internete por conta desse assunto. Há sim muitas pessoas que precisam conhecer sobre o porte e a posse de arma de fogo. Porém, há aquelas que parecem viver em um outro mundo, estão completamente fora da realidade. Creio que o questionamento de Thomas Sowell responde, pelo menos deveria responder à aqueles que acham que o problema está nas armas. Abraço!

  3. “Por outro lado, muita gente ali estava armada. Sejam os Policiais Federais que faziam a segurança, sejam policiais de folga e, conhecendo o público do candidato, não duvido que um ou outro civil também estivesse, mesmo infringindo a legislação em vigor. E o que ocorreu? Nada! ”

    Justamente com pessoas armadas fazendo a segurança de Bolsonaro não evitaram que um sujeito com uma faca se aproximasse e desferi-se um golpe… imagina se fosse uma arma? sabe oque ia acontecer? o Bolsonaro ia estar embaixo da terra a 7 palmos ao invés de estar se recuperando no hospital.

    • Obviamente você não entendeu ou não leu o artigo todo. Vamos lá, começando pelo fato de que é obrigação e dever do Estado e suas leis de protegerem o seu cidadão, o estatuto não impede que um fora da lei possua uma arma, porque? Por ser obviamente um FORA DA LEI, a lei que proíbe o porte de armas brancas incluindo facas com mais de 10cm, essa lei não impediu que o Bolsonaro fosse esfaqueado, mesma coisa vale para o desarmamento das armas de fogo. O seu erro foi querer achar que as pessoas ali armadas advinhassem que aquele homem estivesse armado com uma faca, como já dito no artigo acima, o homem estava tão disposto a matar o Bolsonaro que sacrificaria sua própria vida para o matar.

  4. Prezado.
    Vc escreveu que o porte de arma é proibido nessas situações, como aglomeramento e pessoas e insinuou que até policiais civis estivessem descumprindo a lei.
    Entretanto essa proibição é só para o porte civil de armas. Servidores dos órgãos do artigo 144 da constituição não tem essa vedação.

  5. Parabéns pelo artigo, Bene. Muito lúcido por sinal.
    É importante frisar que qualquer um que ligue o acontecido com a pauta disarmamentista está agindo de forma desonesta ou ignorante. Como o caso comentarista da Jovem Pan, sei lá o que Toguinolli (não sei se está certo, nem quero saber).
    Outra possível tese para o motivo do uso da faca, é que o atacante a usou para ter sua vida preservada, uma vez que, se fosse alvejado, significaria um excesso por parte daqueles que se defederam.

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