Bolsonaro no 7 de Setembro: senadores de MT dizem que não há clima para impeachment

Wellington Fagundes (PL) e Carlos Fávaro (PSD) dizem que o momento é de observar o conflito entre o presidente com ministros do STF

(Foto: Reprodução/Marcos Oliveira/Agência Senado)

Senadores de Mato Grosso avaliam de lados opostos a repercursão no Congresso Nacional das declarações do presidente Jair Bolsonaro nas manifestações do feriado de 7 de Setembro, em Brasília e São Paulo. Porém, concordam que ainda não há condição de votar impeachment do presidente. 

Carlos Fávaro (PSD) disse nesta quinta-feira (9) que Bolsonaro indicou que “avançará o sinal” sobre as posições do Poder Judiciário, mas a decisão ainda não foi tomada e o Senado deve observar o cenário. 

O primeiro momento é de cautela. Ele [Bolsonaro] está tentando avançar o sinal, o que é muito ruim para a nossa democracia. Se ele avançar o sinal fechado, assim nós vamos tomar uma posição muito clara. Enquanto ele não avançou, o melhor é tomar cautela”, afirmou. 

Fávaro disse que o PSD montará um grupo de trabalho com os líderes do partido na Câmara Federal e no Senado para acompanhar o conflito entre Bolsonaro e os ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso. 

Ontem (8), o senador Wellington Fagundes (PL) já havia se posicionado a favor a estratégia adotada por Bolsonaro. Ele avalia que órgãos de fiscalização e do Judiciário, como os Ministérios Públicos e o Supremo Tribunal Federal (STF), possuem poder “fora do normal”. 

Fagundes disse ainda concordar com a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de suspender as sessões em plenário e das comissões desta semana. O parlamentar disse que a intenção é colocar acalmar os ânimos após as declarações de Bolsonaro no Dia da Independência. 

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