Bolsonaro: investimentos da Arábia Saudita devem viabilizar Ferrogrão em MT

Ferrovia deve interligar regiões produtoras a um porto no Pará e facilitar escoamento da produção

Bolsonaro em encontro com Sua Alteza Real, Mohammed bin Salman, Príncipe Herdeiro do Reino da Arábia Saudita (Foto: José Dias/Presidência da República)

O velho projeto da Ferrogrão, ferrovia que deverá ligar regiões produtoras de Mato Grosso ao Pará, vai ser contemplado em um novo investimento estrangeiro. O aporte foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), na ordem de 10 bilhões de dólares.

Mais cedo, nessa terça-feira (29), os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, fizeram o anúncio para a imprensa que acompanhava a comitiva brasileira na Arábia Saudita. Bolsonaro confirmou as informações no Twitter.

O acordo firmado com o país árabe  prevê o repasse de U$ 10 bilhões por meio do fundo soberano da Arábia Saudita. E, segundo o governo, não há contrapartidas.

Conforme o ministro Araújo, ainda não foram definidos quais os setores que receberão os investimentos. No entanto, tanto o chefe de Relações Exteriores quanto o presidente Jair Bolsonaro sinalizaram que a infraestrutura seria um setor prioritário.

O presidente e o ministro citaram como exemplo de destinação da verba a Ferrogrão.

Segundo projeto de construção da ferrovia, apresentado na Assembleia Legislativa em maio deste ano, a previsão é de que a ferrovia reduza em 30% o curso do escoamento da produção agropecuária de Mato Grosso.

Em uma primeira fase de construção, a ferrovia deve ter início em Sinop (500 km de Cuiabá) e chegar ao porto de Mirituba, no Pará.

Seriam 933 km de extensão, em um projeto avaliado em R$ 12,6 bilhões. Pela ferrovia, cerca de 58 milhões de toneladas de grãos poderiam ser transportadas.

Fundo de Investimentos

Desde o dia 19 de outubro Bolsonaro e comitiva viajam pela Ásia e Oriente Médio em busca de investimentos.

O recurso destinado ao Brasil é oriundo do Fundo de Investimento Público (PIF), da Arábia, que já financiou projetos em cinco países.

Segundo anunciou o governo, o montante a ser aportado no Brasil é o mesmo volume investido na Rússia.

Agora, o governo deve criar um Conselho de Cooperação com o país asiático para definir quando os recursos serão enviados ao Brasil e quais são as áreas de interesses para receber o dinheiro.

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