Black Friday: listamos 5 dicas para você não se arrepender depois

Mas se, mesmo assim, você se arrepender, esse texto também te informa sobre seus direitos como consumidor

(Foto: Freepik)

Em 2020, a previsão é que as vendas no e-commerce durante a Black Friday batam recorde. A pandemia e o isolamento social devem contribuir para isso. Só neste ano, comércio online ganhou 5 milhões de novos consumidores. Mas justamente por causa disso, a expectativa é que o número de reclamações também aumente.

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), algumas lojas se aproveitam dessa época do ano para “enrolar” o cliente e descumprir as regras.

Mas saiba: apesar da peculiaridade do ano, os direitos do consumidor se mantêm e “permanecem naquilo que já é de praxe”, afirma o advogado Giovane Albuquerque, membro da Comissão de Direitos do Consumidor da OAB-MT.

“Não tem uma legislação nova, o que prevalece são os direitos do consumidor com relação à troca, publicidade enganosa e outros. A promoção ocorre apenas em relação ao preço e não ao direito do consumidor”, diz.

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Assim como nos outros anos, o consumidor pode cancelar a compra – feita em lojas físicas, pela internet, catálogos ou telefone – no prazo de sete dias após a entrega do produto. “É o chamado direito de arrependimento”.

Segundo Giovane, também é importante estar atento a outros quesitos durante as compras e as entregas. Veja como se precaver:

1. Pesquise antes

As promoções da Black Friday acontecem, geralmente, em no final de novembro. Por isso, é interessante pesquisar o produto na internet antes desse prazo.

“O objetivo é registrar o preço do produto tirando prints, por exemplo, e ver se houve alteração de fato ou uma enganação”, orienta Giovane, citando que, no Brasil, é comum as empresas elevarem os preços antes da promoção e voltar ao preço inicial no dia Black Friday.

2. Planeje

Produtos em promoção também precisam ser pagos, então, para evitar um eventual endividamento, é preciso planejar as compras da Black Friday e de fim de ano. Evitar comprar por impulso é fundamental.

O consumidor precisa controlar a ansiedade diante dessas diversas promoções para não acabar comprando itens desnecessários e se endividando. É sempre bom lembrar que o ano sempre começa com contas para pagar”, ressalta.

(Foto: Reprodução)

3. O site é seguro?

Fique sempre de olho no site onde a compra é realizada. Procure referências antes de fechar a venda. O Procon-SP tem uma lista chamada “Evite Sites”. Ao todo, 500 sites onde você não deve fazer suas compras estão relacionados. Veja a lista aqui.

4. Produto com defeito?

De acordo com o CDC, caso o defeito comprometa o seu uso, a loja ou fabricante deve reparar a falha em até 30 dias. Se o conserto não ocorrer nesse prazo, o consumidor poderá escolher entre três opções: exigir sua troca por outro produto em perfeitas condições de uso; a devolução integral da quantia paga, devidamente atualizada; ou o abatimento proporcional do preço.

5. Prazo de entrega

Somente esse ano, os Correios estimam que podem entregar mais de 2 milhões encomendas. Devido ao enorme fluxo de vendas na data, tente se atentar ao prazo de entrega.

Além de não informar quantos produtos possuem em estoque, algumas lojas deixam os consumidores sem saber quando vão receber o que compraram.

Caso a compra seja feita em loja física, solicite que o vendedor anote a data no comprovante ou nota fiscal. Se for feita na internet, tire um print para guardar a informação.

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