Os bens móveis e imóveis sequestrados pela Polícia Civil, na segunda fase da operação Follow the Money, somam um valor aproximado de R$ 10 milhões. A operação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop tem como alvos 3 investigados por atuarem como “laranjas” na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no município.
Entre os 11 imóveis alvos de sequestro estão um conjunto de quitinetes, casas em construção e uma chácara à beira de um rio, localizados no município de Sinop; e outros dois em Altamira, no Pará. Além dos imóveis, há ainda o sequestro de veículos e cota social de uma empresa.
Os 20 mandados foram cumpridos hoje (10), na deflagração da operação, em Sinop, Cuiabá e Altamira (PA).

As ordens judiciais, deferidas pela 5ª Vara Criminal de Combate ao Crime Organizado, incluem também 3 prisões preventivas, buscas domiciliares, sequestro de dois veículos, do capital social de uma empresa e de placas solares.
Segundo a Polícia Civil, as 3 pessoas presas atuavam como laranjas na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Todas já tinham sido presas na primeira fase da operação, em março deste ano, mas estavam em liberdade provisória.
Um dos alvos é a proprietária de uma farmácia, em Cuiabá, que teve as atividades suspensas na primeira fase da Follow the Money. Os valores movimentados, conforme apontou a investigação, evidenciaram a atividade de lavagem de capitais.
Outros presos são o irmão e a cunhada do líder da facção criminosa que atua na cidade de Sinop e está detido em uma penitenciária estadual. O casal é acusado de receber ordem de dentro da unidade prisional e fazer negócios, como compra de imóveis, em nome deles e de supostos “laranjas” visando obter lucro e passar aparência de licitude aos valores oriundos da venda de drogas.
(Com Assessoria)