Benefícios do INSS por transtornos mentais aumentaram 20% em 2020

Para desembargadora do TRT de Mato Grosso, grande parte desse número de casos tem como causa a pandemia da covid-19

Imagem Ilustrativa (Foto: Freepik)

A concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez devido a transtornos mentais aumentou mais de 20% no Brasil em 2020. A comparação é em relação ao ano anterior e tem muito a ver com a pandemia da covid-19.

Foram 291,3 mil concessões no ano passado, contra 241,4 mil em 2019.

O dado é destacado pela desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Mato Grosso Beatriz Theodoro, uma das gestoras nacionais do Programa Trabalho Seguro (PTS).

Em entrevista à rádio TRT FM 104.3 ela afirmou que reverter esse quadro depende de um esforço coletivo.

“Precisamos lembrar que todo evento que ocorre em nossas vidas, na nossa sociedade, no ambiente laboral, seja em qual for, mesmo nos relacionamentos sociais, têm que se buscar algo de proveitoso, se é que podemos falar isso. No meio dessa pandemia, o que mais nos chama atenção é pensar no próximo. É um olhar empático. Buscar ser proativo e lembrar que cada movimento seu, como cidadão, pode e vai influenciar na sociedade e na vida do próximo”.

MT: 10º no ranking nacional

Segundo a magistrada, os acidentes de trabalho mais comuns em Mato Grosso são os relacionados às atividades econômicas de abate de animais, cultivo de soja e atendimento hospitalar. Nesses casos, as lesões mais frequentes são fraturas, cortes, lacerações e contusões.

“O que chama a atenção é que a cada 40 minutos um acidente de trabalho acontece em Mato Grosso. O Estado registra, anualmente, uma média de 13,4 mil acidentes. Desses, 2,1 mil ocorrem somente em Cuiabá. O Estado é o 10º colocado entre os 27 do Brasil em número de acidentes”, ela cita.

Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho e merecem destaque pelo fato de Mato Grosso ter população menor, por exemplo, do que a cidade de São Paulo.

“Empresários e trabalhadores, precisam ser mais atentos. Principalmente o empregador, que normalmente tem um nível de escolaridade mais elevado e que tem todo o aparato econômico para trazer para dentro do seu ambiente de trabalho, seu ambiente produtivo, condições mais seguras de trabalho”, ela defendeu.

(Com Assessoria)

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