Bebidas: vendas caem em bares e restaurante e aumentam nas distribuidoras

Já que não podem beber no local, clientes optam por levar para casa

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O faturamento das empresas de bebidas alcoólicas caiu 71% no primeiro semestre de abril por conta das medidas de isolamento social impostas pelos governos na tentativa de conter a pandemia do coronavírus.

As estatísticas são da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e apontam como principal causa do prejuízo o fechamento de bares e restaurante.

Mesmo não tendo números específicos para Mato Grosso, basta andar pela cidade para comprovar a ausência dos consumidores habituais.

Desde do início da pandemia, no mês passado, os comércios foram obrigados a fechar, atendendo apenas na modalidade delivery. A abertura dos estabelecimentos será gradual a partir da próxima semana.

De acordo com dados da própria Abrape, 61% das bebidas são consumidas na mesa do bar ou em eventos, o que explica claramente a queda dos lucros.

Tanto as cervejas mais populares como as especiais tiveram aumento nas vendas (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Porém, o cenário que causa prejuízo e amarga conta dos restaurantes está fazendo a alegria de outro tipo de comércio, o das distribuidoras.

Em Cuiabá, algumas chegam a computar acréscimos entre 30% e 50% nas vendas em relação ao período anterior a pandemia.

Alex Pereira Alvez trabalha na distribuidora do MIK, que fica na Miguel Sutil. Ele conta que os fregueses que compravam uma latinha e bebiam na calçada, conversando com os amigos, tiveram que mudar o comportamento.

Como não é possível ficar aglomerado, ao invés de comprarem uma ou duas latinhas, optam por uma caixinha, para não correr o risco de ficar sem depois de chegar em casa.

Além deles, tem os que estão em isolamento social e não podem trabalhar.

Regras de isolamento social impedem as pessoas de ficarem aglomeradas na frente do bar. (Foto Ednilson Aguiar/O Livre)

“Esses pegam sempre porque não precisam trabalhar no outro dia e estão sem fazer nada”, argumenta.

Dessa forma, a distribuidora conseguiu ampliar as vendas. No período anterior a pandemia, a cerveja mais popular chegava a ter entre 80 e 100 caixas vendidas por semana. Hoje, o número subiu para 150 caixas.

Alves lembra que o aumento das vendas, apesar de ser grande em quantidade, não representa uma lucratividade astronômica, tendo em vista que o percentual de ganho por caixinha gira entre 12% e 20%.

Do valor, ainda é preciso se tirar os custos de manutenção do negócio.

Qual a preferida

O preço nem sempre é o fator preponderante quando se fala de bebidas. Alex assegura que muitos consumidores são conquistados pela marca e mesmo que o dinheiro seja pouco, eles preferem levar em menos quantidade o que já consumem.

Contudo, é notório que as marcas mais populares tiveram maios acréscimo maior nas vendas. Mas, a evolução foi vista em todas as marcas.

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