Bebê indígena passa por cirurgia; médicos falam em “melhora significativa”

Recém-nascida foi encontrada por militares há quase um mês e já respira sem aparelhos

A bebê indígena que foi enterrada viva por familiares há quase um mês apresentou melhoras significativas, segundo divulgou a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, por meio de um boletim médico. Ela deverá passar por um procedimento cirúrgico ainda na tarde desta terça-feira (3), para a retirada de um cateter.

De acordo com os médicos, após ter o quadro clínico piorado ao longo do mês passado, a recém-nascida precisou passar por uma cirurgia para a implantação de um cateter de tenckhoff, que auxilia na função renal. Agora ela passa pelo procedimento contrário, para a retirada do objeto, que já não se faz necessário.

A bebê também apresentou melhora no quadro infeccioso e respira sem a ajuda de aparelhos. O próximo passo deve ser a retirada das sondas, utilizadas para alimentá-la. Segundo os médicos, ela já é acompanhada por uma fonoaudióloga para iniciar o processo de sucção.

Enterrada viva
O caso da bebê aconteceu há quase um mês, no dia cinco de junho, e foi descoberto após a mãe da criança, uma adolescente indígena de 16 anos, passar mal. A família procurou atendimento para a jovem com uma enfermeira da Casa de Saúde do Índio (Casi), que denunciou o ocorrido. Segundo os policiais que socorreram a criança, a recém-nascida ficou enterrada por mais de quatro horas. O resgate foi um momento de muita emoção para os militares.

Após a repercussão, a polícia passou a investigar o ocorrido e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), denominada “Maus Tratos” foi aberta no Senado Federal e o Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu denúncia contra os familiares da adolescente. Atualmente, a avó da jovem, acusada de ter praticado o crime, encontra-se detida em uma sala da Fundação Nacional do Índio (Funai) por determinação judicial.

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