BASF investe US$ 4 milhões em fundo administrado pela SP Ventures

O AgVentures II visa às startups de tecnologia latino-americanas do setor agrícola e de alimentos

As áreas de atuação do fundo brasileiro AgVentures II incluem soluções de software para a agricultura - Foto: Divulgação

A BASF Venture Capital é um dos maiores investidores na primeira rodada de captação de recursos do fundo brasileiro AgVentures II, alocando US$ 4 milhões. O fundo é administrado pela SP Ventures, com sede em São Paulo (SP), e visa às startups de tecnologia latino-americanas do setor agrícola e de alimentos, chamado AgFood.

O fundo pretende apoiar de 20 a 25 startups com atividade na América Latina. Além da BASF, há outros investidores estratégicos, agências e bancos de desenvolvimento internacional e family offices. Para a BASF Venture Capital, este representa o primeiro investimento no Brasil.

Conforme comunicado do BASF, a agricultura é um dos principais pilares da economia brasileira, mas, ainda assim, os produtores rurais enfrentam desafios peculiares, devido às condições climáticas específicas, durante as duas a três safras por ano que são possíveis no Brasil.

Dentre esses desafios estão a maior proliferação de pragas e doenças, além de diferentes condições do solo.

Segundo a companhia, o número de empresas que trabalham com tecnologias ou modelos de negócio adequados às condições agronômicas específicas da região aumentou consideravelmente nos últimos dois anos. Ao mesmo tempo, o setor de AgTechs se tornou um dos mais importantes para os fundos de investimento em startups no Brasil. Atualmente, o fundo AgVentures II é o único que se concentra, exclusivamente, em tecnologias para agricultura e alimentos.

Os desafios da agricultura na região e, portanto, o foco deste fundo incluem: fatores de produção agrícola, gestão de negócios, agricultura de precisão, softwares e gestão da pecuária; tecnologias para indústria alimentícia como novos ingredientes e proteínas à base de plantas; e soluções para a cadeia de suprimentos, considerando segurança alimentar e rastreabilidade, logística e processamento. O setor emergente de serviços financeiros baseado em tecnologia e focado no agronegócio também será um alvo importante.

“A cooperação entre os nossos negócios e as startups se tornou um importante impulsionador da inovação para os clientes, assim como de crescimento para a BASF na América do Sul. Demos um passo importante com o lançamento do AgroStart, um programa de aceleração que já registrou 420 startups no setor de AgTech desde 2016. O investimento da BASF Venture Capital no fundo AgVentures II nos dará a oportunidade de aumentar a nossa participação neste ambiente dinâmico, inovador e colaborativo, que pode gerar soluções valiosas para o setor”, diz Manfredo Rübens, presidente da BASF América do Sul.

Com o investimento no Fundo AgVentures II, a BASF Venture Capital dá um importante passo na direção do apoio às atividades do segmento de Soluções para a Agricultura da BASF. “A partir deste investimento, buscamos apoiar startups promissoras e as áreas de negócios da BASF. Como investidores do AgVentures II, estamos assentando as bases para as nossas próprias atividades futuras de investimento direto no Brasil e na América Latina”, afirma Markus Solibieda, diretor-geral da BASF Venture Capital.

Além de fornecer suporte financeiro e técnico, a BASF também planeja colaborar e compartilhar conhecimento, além de insights sobre o mercado com os negócios disruptivos da rede da SP Ventures. “A BASF é um investidor âncora único que fará da SP Ventures um investidor financeiro ainda melhor”, disse Francisco Jardim, diretor-geral da SP Ventures.

“Como parceira em nossa rede e com sua posição de destaque na região, a BASF passará credibilidade institucional para toda a economia do agronegócio no Brasil. A partir do acesso à expertise técnica e seu conhecimento de mercado, também poderemos tomar decisões de investimento mais qualificadas. Além disso, os ativos operacionais da empresa são apropriados para agregar valor ao portfólio do fundo. Assim como a BASF, as AgTechs – que também contam com investidores de startups e são parte de nosso portfólio – se beneficiarão mutuamente com o compartilhamento da informação e com as sinergias estratégicas”, completa Solibieda.

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